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Análise da Sputnik V está parada, diz presidente da Anvisa

Antônio Barra Torres também explicou porque a agência recusou a importação da vacina indiana Covaxin, que o Ministério da Saúde queria comprar

Por Willian Matos 11/05/2021 11h36
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres, explicou nesta terça-feira (11) em que pé andam os trâmites para importação e autorização do uso emergencial da vacina russa contra a covid-19 Sputnik V. Barra Torres é sabatinado pela CPI da Covid no Senado.

Segundo Barra Torres, a autorização de uso emergencial da Sputnik V no brasil está em análise, mas esta análise encontra-se parada para que a União Química forneça documentos faltantes. Agora, de acordo com o presidente da Anvisa, a iniciativa tem de ser do laboratório de apresentar as informações. “Tão logo eles apresentem, a análise será feita dentro do prazo legal, e o nosso posicionamento será firmado.”

O presidente disse ainda que o fato de a Anvisa ter rejeitado o uso emergencial não pode gerar na população uma imagem negativa da Sputnik V. “Que não se credite a essa marca nenhuma característica ruim.”

Alguns governos brasileiros desejam importar a vacina, que é produzida pelo laboratório União Química, no Distrito Federal. O Consórcio Brasil Central (BrC), presidido pelo governador Ibaneis Rocha, quer comprar 28 milhões de doses. A farmacêutica afirma ser capaz de produzir oito milhões de doses da Sputnik V por mês.

Covaxin

Barra Torres explicou ainda o porquê de a Anvisa ter negado a importação da vacina Covaxin, do laboratório indiano Bharat Biotech. Segundo o presidente da agência, a Índia não apresentou dados concretos importantes sobre a vacina, como a validação da inativação viral. Isto é, a Covaxin usa o coronavírus inativado para imunizar o cidadão vacinado. Os documentos apresentados ao Brasil não provaram que este vírus utilizado estaria de fato inativado.

Além disso, segundo o presidente, em análise feita em laboratório da Bharat Biotech, viu-se que os desenvolvedores não adotavam precauções necessárias para garantir a esterilidade do produto. A recusa da Anvisa ocorreu no fim de março deste ano. O Ministério da Saúde tinha a intenção de importar 20 milhões de doses do imunizante.

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