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Advogada revela que médicos da Prevent Senior eram obrigados a entregar “kit covid” fechado

Médico poderia até não recomendar o uso de um ou outro medicamento, mas o paciente iria recebê-lo da mesma forma, uma vez que o kit estava lacrado

Por Willian Matos 28/09/2021 11h37
Foto: Roque de Sá/Agência Senado

A advogada Bruna Morato, que representa médicos da empresa de planos de saúde Prevent Senior, depõe à CPI da Pandemia nesta terça-feira (28). Bruna denuncia que os profissionais estavam sendo forçados pela operadora a receitar medicamentos como hidroxicloroquina, ivermectina e azitromicina para pacientes com covid-19.

Bruna disse que a Prevent Senior preparava uma espécie de “kit covid” para dar aos pacientes. Trata-se de um compilado de medicamentos que eram entregues aos infectados. Os médicos eram obrigados a receitar as drogas aos clientes.

A defensora contou aos senadores que os médicos não poderiam retirar um ou outro medicamento do kit. “Alguns deles diziam: ‘Olha, eu preciso te dar, porque se eu não te entregar esse kit, eu posso ser demitido. Mas, eu te oriento: se você for tomar alguma coisa daqui, tome só as proteínas ou as vitaminas, porque os medicamentos, além de não terem eficácia, são muito perigosos para aquele público em específico'”, explicou Bruna.

Os medicamentos, frisou Bruna, além de não serem eficazes, poderiam ser letais aos pacientes da Prevent Senior, uma vez que os clientes da operadora são, em sua maioria, idosos.

A advogada revelou ainda que os médicos eram forçados a fazerem cursos e aulas promovidas pela Prevent Senior. Quem resistia às ordens da empresa era demitido. Os profissionais ainda eram proibidos de utilizar equipamentos de proteção individual (EPIs) para evitar “sensação de pânico e de assombro” nos pacientes.

Sobre a Prevent Senior, Bruna Morato condena a postura da empresa e classifica-a como opressora. “Gostaria de agradecer também a própria Prevent Senior. Nos últimos dias ela vem me atacando e sendo um tanto quanto rude com relação às suas colocações, tanto nas redes sociais quanto em outros veículos de informação. E eu agradeço a Prevent Senior porque seria muito difícil explicar a ideologia da empresa, mas fica muito claro, a partir do momento que a gente analisa os ataques infundados que eles vêm fazendo à minha pessoa, demonstrar a constante política de opressão.”

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