O cantor e produtor musical haitiano Wyclef Jean interrompeu oficialmente sua candidatura à presidência de seu país um mês após as autoridades rejeitarem sua campanha, informou hoje a “CNN”.
O rapper, que conquistou protagonismo internacional após o terremoto do Haiti em janeiro, anunciou em agosto sua intenção de se tornar o próximo chefe de Estado do país caribenho, apesar de seu objetivo ter sido vetado pelo Conselho Eleitoral Provisório (CEP).
A entidade informou pouco depois que Jean, que está radicado nos EUA, não era elegível para o cargo porque todos os candidatos tinham que ter residido no país nos últimos 5 anos.
Apesar da negativa do CEP, o artista assegurou que esgotaria todos os recursos legais ao seu alcance para que o deixassem se apresentar ao pleito do próximo 28 de novembro. Porém, acabou desistindo.
“Não foi fácil chegar a esta conclusão”, disse. “Nosso objetivo de continuar apelando foi para ampliar a oportunidade do povo de participar livremente de um processo democrático livre e justo”, afirmou.
Jean focará agora na música e deve lançar o próximo álbum em fevereiro, que seria intitulado “If I Were President, the Haitian Experience”.
A decisão do cantor de se lançar à política foi criticada por algumas pessoas envolvidas na reconstrução do Haiti, como é o caso do ator Sean Penn, que duvidou da integridade do artista. O músico, por sua parte, acusou Penn de “cheirar cocaína”.
O ator acredita que por trás da campanha de Jean se esconde interesses de grandes empresas americanas e o desejo do cantor de dar conferências pelo mundo todo.
Após o terremoto de janeiro, Jean e Penn lideraram campanhas para pedir ajuda para a nação caribenha e ambos articularam suas contribuições através de suas fundações, Yéle Haiti e Jenkins-Penn Haitian Relief Organization, respectivamente.