O site WikiLeaks anunciou nesta segunda-feira que o servidor que hospeda o endereço na Suécia, o PRQ, está fora do ar e que há suspeitas de um novo ataque contra o portal.
“Os servidores do WikiLeaks através do fornecedor de serviços de internet sueco (“http://prq.se”) não respondem. Estamos investigando a causa”, afirmou Julian Assange em mensagem através do seu perfil na rede social Twitter.
Não seria a primeira vez que o polêmico portal sofre ataques desde que divulgou mais de 250 mil documentos com declarações de diplomatas dos Estados Unidos.
Depois que o serviço de pagamento online PayPal cancelou a conta pela qual Assange recebia as doações, o site enfrenta um de seus momentos mais difíceis perante os crescentes esforços de vários Governos de fechar o endereço da internet e de evitar a publicação de centenas de milhares de documentos confidenciais da diplomacia americana.
Nos Estados Unidos, a Amazon Web Services e a EveryDNS.net, entre outras empresas de tecnologia, cancelaram os serviços que prestavam à WikiLeaks, o que resultou na perda do domínio “wikileaks.org” e do servidor web.
As medidas obrigaram o site a iniciar uma complicada peregrinação por vários provedores europeus.
Em outro tweet, Julian Assange explicou que, apesar de estar “sob um duro ataque”, o site está disponível em mais de 300 endereços espelhados (páginas clonadas) graças à ajuda de pessoas e organizações que apoiam o portal.