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Wall Street fecha no azul em meio a série de dados econômicos dos EUA

“O mercado passou a subir à medida que (…) o governo foi dando a entender que se desenham negociações” na frente tarifária, disse à AFP Tom Cahill

Redação Jornal de Brasília

29/04/2025 20h45

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(ARQUIVOS) Um trader trabalha no pregão da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) na abertura do pregão na cidade de Nova York. (Foto de CHARLY TRIBALLEAU / AFP)

A Bolsa de Nova York fechou em alta nesta terça-feira (29) após a notícia da flexibilização das tarifas no setor automotivo americano, em uma semana carregada de indicadores e resultados empresariais.

O índice principal, o industrial Dow Jones, ganhou 0,75% e fechou em 40.527,62 pontos, o tecnológico Nasdaq subiu 0,55% a 17.461,31, e o amplo S&P 500 avançou 0,58% a 5.560,83.

“O mercado passou a subir à medida que (…) o governo foi dando a entender que se desenham negociações” na frente tarifária, disse à AFP Tom Cahill, da Ventura Wealth Management.

Trump assinou nesta terça-feira um decreto para reduzir o impacto econômico das tarifas “sobrepostas” para os fabricantes de automóveis.

A tarifa alfandegária de 25% para um veículo importado não será somada aos 25% aplicados ao aço ou ao alumínio, indicou um funcionário do Departamento de Comércio. Por enquanto, as peças provenientes do Canadá e do México ficam fora das tarifas se estiverem dentro do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (T-MEC).

Wall Street deu pouca atenção ao indicador de confiança dos consumidores, que continua caindo nos Estados Unidos a “um nível que não se via desde o início da pandemia de covid”, destacou a economista Stephanie Guichard, do centro de estudos Conference Board, citada em um comunicado.

O mercado está de olho na publicação do índice de inflação PCE, o mais acompanhado pelo Federal Reserve (Fed, banco central americano), assim como do PIB para o primeiro trimestre, ambos esperados na quarta-feira. Já na sexta, serão divulgados os dados mensais de emprego.

Os investidores “digeriram um grande número de resultados empresariais” nesta terça, constataram analistas da Briefing.com.

A General Motors caiu 0,64% mesmo tendo publicado resultados melhores do que os esperados para o primeiro trimestre, porque revisará suas previsões anuais à luz das novas tarifas.

A Coca-Cola anunciou uma queda no faturamento no primeiro trimestre, devido essencialmente a um efeito negativo do câmbio em seus mercados externos. De qualquer forma, superou as expectativas de ganhos do mercado e suas ações subiram 0,78%.

A Amazon perdeu 0,17%, ao anunciar que não mostrará em sua plataforma o efeito das tarifas sobre os preços dos produtos que comercializa.

© Agence France-Presse

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