As autoridades mexicanas afirmaram hoje que as 31 vítimas identificadas das 72 do massacre de imigrantes no estado de Tamaulipas eram as que estavam com documentos.
“As restantes não traziam consigo nenhuma identificação”, explicou à Agência Efe o porta-voz da Procuradoria-Geral de Justiça de Tamaulipas.
Hoje de manhã, a Procuradoria informou que tinha identificado os corpos de 14 hondurenhos, 12 salvadorenhos, 4 guatemaltecos e um brasileiro.
“Os corpos das 72 vítimas foram transferidos para a cidade de Reynosa e estão à disposição da Procuradoria-Geral da República (PGR), que é quem conduz as investigações sobre este caso”, disse o porta-voz.
Um equatoriano baleado no pescoço foi o único sobrevivente da chacina e foi quem alertou às autoridades sobre o ocorrido.
Os cadáveres foram encontrados na terça-feira passada em um rancho próximo ao município de San Fernando graças às informações do sobrevivente.
As embaixadas do Equador, Brasil, El Salvador e Honduras no México enviaram pessoal diplomático a Tamaulipas para ajudar no processo de identificação dos imigrantes ilegais.
O sobrevivente, que está internado em um hospital da Marinha em Tamaulipas, apontou o cartel Los Zetas, um dos mais violentos do crime organizado, como o autor do massacre.