A Rússia atacou, segundo a Ucrânia, um hospital infantil e maternidade, nesta quarta-feira (09). O ataque ocorreu em Mariupol e foi confirmado pela Câmara Municipal da própria cidade.
Segundo o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, existem pessoas soterradas pelos escombros do hospital. “Isso é uma atrocidade! Por quanto tempo mais o mundo será cúmplice em ignorar o terror? Vocês parecem estar perdendo a humanidade!”, escreveu em suas redes sociais.
Ambos os países haviam assinado, na última terça-feira (08), um cessar-fogo de 12h, que seria utilizado para retirar os civis das cidades por meio dos corredores humanitários.
Não oficialmente, o governador da região, Pavlo Kyrylenko informou que, ao menos, 17 pessoas morreram no ataque, entre elas, mulheres que estariam em trabalho de parto.
“Há 17 feridos confirmados entre os funcionários do hospital”, disse Kirilenko à televisão ucraniana, acrescentando que de acordo com os primeiros informes “não havia nenhuma criança” entre os feridos, nem tampouco mortos.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, publicou um vídeo no Twitter mostrando a extensão da destruição no complexo médico. Zelensky condenou o ataque, chamando-o de “atrocidade”.
O ataque “literalmente destruiu” uma maternidade no centro da cidade, que também incluía uma unidade pediátrica, disse Kirilenko, líder da região sul de Donetsk, no Facebook.
Ele acrescentou que um piloto russo evidentemente sabia onde a bomba cairia.
Vídeos divulgados por Kirilenko e autoridades da cidade mostram o momento da evacuação do hospital, com uma mulher em uma maca e outra auxiliada por dois homens ao sair do prédio.
As filmagens também mostram um enorme buraco no pátio do hospital, galhos de árvores arrancados e veículos em chamas.
Após o ataque, o porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, declarou que nenhuma unidade de saúde “deve ser alvo”.
A ONU e a Organização Mundial da Saúde exigem “o fim imediato dos ataques a instalações de saúde, hospitais, profissionais de saúde, ambulâncias”, disse Dujarric durante sua coletiva de imprensa diária.
O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, denunciou o ataque “imoral” e prometeu que o presidente russo, Vladimir Putin, será responsabilizado “por seus crimes terríveis”.
“Poucas coisas são mais imorais do que atacar os vulneráveis e indefesos”, tuitou Johnson. “O Reino Unido está buscando mais apoio para a Ucrânia se defender contra ataques aéreos”, acrescentou.
O ministro da Defesa britânico, Ben Wallace, anunciou nesta quarta-feira que o Reino Unido continuará fornecendo mísseis antitanque para a Ucrânia “em resposta à contínua agressão russa”.
Veja o vídeo: