O presidente colombiano, Álvaro Uribe, criticou hoje os “tapinhas diplomáticos nas costas” de países que não combatem o terrorismo e pediu que “não se caia na mentira” dos que propõem um Governo “manso” com a guerrilha na Colômbia.
“A Colômbia não pode voltar ao velho esquema das relações internacionais, no qual sorrisos e abraços nos coquetéis nos encontros diplomáticos ocultavam a necessidade de derrotar o terrorismo”, afirmou Uribe em declarações a uma rádio colombiana.
Neste sentido, apesar das “dificuldades” atuais nas relações com seus países vizinhos, como Equador e Venezuela, “a Colômbia reivindicou um princípio fundamental, de que não podemos permitir que os terroristas que sacrificam o povo colombiano se abriguem em outra parte”, destacou Uribe.
Segundo o presidente colombiano, a posição de seu gabinete foi sempre a de “preferir o bem-estar dos colombianos na luta contra a violência”.
“Que não nos deem tapinhas nas costas quando explodem carros-bomba. Precisamos de um compromisso para derrotar o terrorismo”, afirmou.
Perguntado se estava falando dos Governos do Equador e Venezuela, Uribe apontou que o restabelecimento de relações diplomáticas com o Equador “vai bem”, mas evitou responder diretamente sobre a Venezuela.
“Nós não estamos aqui por aparência nas relações diplomáticas. Nós estamos aqui convencidos de que as relações entre os países têm pontos medulares, e um desses pontos medulares é a luta de todos os países contra o terrorismo”, afirmou o presidente colombiano. EFE