A comissária para as Relações Exteriores da UE, Benita Ferrero-Waldner, discursou hoje em Praga durante a 14ª conferência ministerial entre o bloco europeu e os países-membros do Grupo do Rio e situou esta iniciativa como principal contribuição europeia.
A comissária anunciou que Bruxelas está estudando a possibilidade de criar esse mecanismo com vistas à próxima cúpula de chefes de Estado ou Governo de UE, América Latina e o Caribe, que deve ser realizada no primeiro semestre de 2010.
A iniciativa estaria constituída inicialmente por fundos já previstos dentro da cooperação com a América Latina, ou seja, não incluiria dinheiro novo, mas serviria como “alavanca” para gerar novos créditos produtivos.
“É uma resposta concreta para fazer frente a situações de crise”, assegurou Ferrero-Waldner.
A cooperação da UE com a América Latina para o período de 2007 a 2013 já conta com um orçamento aprovado de 2,69 bilhões de euros, mas a Comissão Europeia está revisando a alocação desta verba a fim de aumentar sua eficácia e responder à situação criada pela crise.
A comissária incentivou os presentes a aproveitar o encontro de Praga para analisar as diferentes negociações que a UE mantém “com o objetivo de firmar acordos ambiciosos e que beneficiem nossas sociedades”.
Outro representante europeu, o ministro de Assuntos Exteriores tcheco, Jan Kohout, que exerce a Presidência rotativa do Conselho da UE, defendeu que a cooperação entre as duas regiões é “imprescindível” hoje em dia.
“Nenhum de nós, grandes ou pequenos, ricos ou pobres, pode enfrentar sozinho os desafios atuais”, disse Kohout.