A União Europeia (UE) e os Estados Unidos assinaram, nesta sexta-feira (24), um acordo para coordenar o fornecimento de minerais críticos em indústrias-chave – incluindo a de defesa -, em um momento em que o domínio da China se torna uma preocupação crescente para ambos.
Esse pacto representa um reconhecimento incomum, por parte da administração do presidente Donald Trump, do papel da UE, bloco que ele critica com frequência.
Exibindo seu poder em tempos de tensão, Pequim restringiu as exportações de minerais críticos necessários para a fabricação de produtos como semicondutores, baterias para veículos elétricos e sistemas de armamentos.
“A concentração excessiva desses recursos – o fato de serem dominados por um ou dois lugares – constitui um risco inaceitável”, declarou o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, ao assinar um memorando de entendimento com o chefe de comércio da UE, Maros Sefcovic.
“A combinação dos Estados Unidos com a União Europeia é extraordinária. Juntos, somos os maiores clientes e usuários” desses minerais críticos, afirmou.
“Devemos assegurar que esses insumos e minerais estejam disponíveis para nosso futuro, e de uma forma que não resulte monopolista nem excessivamente concentrada em um só lugar”, afirmou o chefe da diplomacia americana.
Um plano de ação estabelece que a UE e os Estados Unidos estudarão a possibilidade de fixar preços mínimos para minerais críticos, impedindo na prática que a China ou outras potências inundem o mercado com exportações de baixo custo.
Também estudarão a coordenação de possíveis subsídios e reservas estratégicas de minerais críticos, harmonizarão padrões conjuntos para facilitar o comércio em todo o mundo ocidental e investirão conjuntamente em pesquisa.
A administração Trump já havia proposto anteriormente a criação de uma zona comercial preferencial entre países aliados no que diz respeito a minerais críticos.
Washington também apresentou planos de ação sobre minerais críticos com México e Japão, além de estabelecer um marco de fornecimento em colaboração com a Austrália e outros parceiros.
AFP