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Mundo

Turquia confirma bombardeio no norte do Iraque contra terroristas

Arquivo Geral

29/12/2011 13h41

A chefia do Estado-Maior turco confirmou oficialmente nesta quinta-feira o ataque aéreo no norte do Iraque diante da suspeita de terem detectado um grupo de rebeldes curdos. Informações de outras fontes, no entanto, apontaram para a morte de dezenas de civis.

 

Em comunicado, o Estado-Maior garante que a operação de quarta-feira à noite era dirigida a membros de uma “organização terrorista separatista”, o proscrito grupo armado Partido de Trabalhadores do Curdistão (PKK). O organismo não deu números nem dados sobre as vítimas.

 

A partir do território iraquiano, o porta-voz da União Patriótica do Curdistão (UPK) Karwan Anwar, disse à agência Efe que o bombardeio matou 40 pessoas, incluindo adolescentes, que eram comerciantes.

 

O Estado-Maior turco afirmou que havia recebido informação de que “a organização terrorista preparava uma ação contra um quartel próximo à fronteira do Iraque”.

 

Em 28 de dezembro, “os aviões não tripulados detectaram no Iraque a presença de um grupo que se dirigia à fronteira”, afirmou o comunicado publicado no site.

 

Acrescentou que se tratava de uma “zona habitualmente utilizada pelos terroristas”, razão pela qual os caças turcos bombardearam os alvos detectados entre às 21h37 e às 22h24 no horário local (17h37 e 18h24 de Brasília).

 

“No lugar do fato, no norte do Iraque, foram encontrados importantes acampamentos da organização terrorista e não civis”, assinalou o comunicado. A nota reconheceu, no entanto, que ainda está em andamento uma investigação em profundidade sobre o acontecido.

 

Informações apuradas pela imprensa turca na região revelaram, entretanto, que as vítimas eram jovens civis contrabandistas, que carregavam tabaco e combustível em mulas, e não membros do PKK.

 

Em comunicado publicado em seu site, o pró-curdo Partido da Paz e a Democracia (BDP) confirmou a localização de 35 pessoas. A nota divulgou os nomes de 19 vítimas já identificadas. Segundo a emissora “NTV”, o escritório do governador de Sirnak confirmou a morte de 35 pessoas.

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