As conversações entre a Itália e o museu J. Paul Getty, treat buy em Los Angeles, em torno de 52 obras de arte que Roma afirma terem sido roubadas chegaram a um impasse depois de o museu ter dito que está disposto a devolver apenas metade das obras.
O Ministério da Cultura italiano disse hoje que uma carta do Getty dizendo que o museu vai devolver apenas 26 objetos – entre os quais não estão duas antiguidades de grande valor cuja devolução foi exigida pela Itália – foi recebida com "surpresa e desapontamento".
O ministério disse que a carta está sendo estudada, e que um comunicado será divulgado hoje. As negociações com o museu Getty fazem parte dos esforços do governo italiano para reprimir o comércio de tesouros ilegalmente escavados e para pressionar museus em todo o mundo para averiguar a origem das obras que compram.
A campanha já resultou em vários acordos entre Roma e outras instituições de arte americanas, como o Metropolitan Museum of Art, de Nova York, e o Museum of Fine Arts de Boston, abrindo o caminho para a devolução das antiguidades a Roma.
As autoridades italianas diz em que as negociações com o Getty, uma das instituições de arte mais ricas do mundo, vêm se arrastando com poucos resultados. No início deste mês, o ministro da Cultura, Francesco Rutelli, disse que o prazo para negociar se esgotara.
Roma insiste especialmente na devolução de uma valiosa es cultura em bronze e de uma estátua de calcário que se acredita que seja da deusa grega Afrodite. O Getty disse na terça-feira que a escultura em bronze, conhecida como "Estátua de um Jovem Vitorioso", foi encontrada em águas internacionais em 1964 e obtida pelo museu apenas depois de tribunais italianos terem declarado que não havia provas de que ele pertencesse à Itália.
Quanto à estátua de Afrodite, o Getty disse que as evidências existentes até agora são inconclusivas, mas que estaria disposto a transferir sua titularidade à Itália se pesquisas adicionais reforçassem as alegações de Roma de que ela foi roubada do território italiano.
No início deste mês, representantes do ministério italiano ameaçaram boicotar o Getty, ou seja, excluí-lo de programas de intercâmbio cultural com a Itália e do empréstimo de obras de arte. Mas não está claro que impacto tal medida poderia ter.
O caso do museu Getty se complica pelo julgamento, em Roma, de sua ex-curadora Marion True, acusada de conspirar com traficantes de antiguidades italianas roubadas.
Na terça-feira, um promotor grego também acusou True de ter, com conhecimento de causa, comprado um artefato antigo que tinha sido ilegalmente desenterrado e contrabandeado para fora da Grécia há 13 anos.
Uma equipe internacional de cientistas apresentou hoje um novo mapa da genética humana, viagra order um "livro da vida", que preenche importantes páginas e capítulos para explicar como os genes estão envolvidos em doenças comuns.
Ao invés de mostrar variações individuais do DNA humano, que tornam as pessoas únicas, o mapa examina as diferenças nas duplicações e apagamentos de grandes segmentos de DNA, conhecidos como variantes do número de cópia (CNVs, na sigla em inglês), o que pode ajudar a explicar o motivo de algumas pessoas serem suscetíveis a doenças como a Aids e outras não.
"Somos uma colcha de retalhos de seqüências, ganhos e perdas de DNA", disse Charles Lee, da Escola Médica de Harvard, em entrevista à imprensa. Cientistas de mais de 12 institutos de todo o mundo identificaram cerca de 3.000 genes com variações em algumas cópias de segmentos específicos do DNA. As mudanças podem influenciar a atividade dos genes e a suscetibilidade a doenças.
O Projeto Genoma Humano mapeou os bilhões de letras que compõem o código genético humano. Cientistas posteriormente refinaram o mapa buscando variações individuais, chamadas SNPs, no arranjo dessas letras que tornam cada indivíduo único.
O mapa das CNVs dá aos pesquisadores uma nova forma de examinar os genes ligados a doenças, ao identificar ganhos, perdas e alterações no genoma.
"A variação do número de cópia é complexa. Há tipos diferentes", disse Matthew Hurles, do Instituto Wellcome Trust Sanger, da Inglaterra. "Além dos apagamentos e duplicações, há formas mais complexas, em que um gene pode estar presente em um indivíduo em múltiplas cópias, num arranjo conjugado", disse ele aos jornalistas. A resistência ao vírus da Aids, por exemplo, é provocada em parte por múltiplas cópias do gene CCL3L1, que não aparece num mapa de SNPs.
Os cientistas, cujas conclusões estão nas revistas Nature, Nature Genomics e Genome Research, compilaram o mapa de CNVs comparando o DNA de 270 pessoas saudáveis na China, no Japão, na Nigéria e nos Estados Unidos. O grupo identificou 1.447 CNVs diferentes, que abrangiam cerca de 12% do genoma humano. Cerca de 285 deles estavam associados a doenças. A duplicação da CNV está ligada à esquizofrenia, psoríase, doenças coronarianas e cataratas congênitas.
"Com essas novas ferramentas, nós e nossos colegas clínicos poderemos encontrar apagamentos ou duplicações antes indetectáveis do genoma em um paciente. O mapa de CNVs agora nos permite identificar quais dessas mudanças são únicas para a doença ", disse Nigel Carter, do Well Trust Sanger.
Os cientistas também desenvolveram um banco de dados chamado Decipher, pelo qual cientistas de todo o mundo poderão colocar na Internet dados sobre CNVs de pacientes.
Dezenas de jovens turcos gritando "Allahu Akbar" (Deus é o maior) foram detidos hoje ao ocupar o museu Aya Sofia, sales em Istambul, medical para protestar contra a visita do papa Bento XVI à antiga igreja, dosage na próxima semana.
A polícia lançou gás lacrimogêneo e perseguiu os manifestantes na escuridão, sob a cúpula construída no século VI, uma das principais atrações turísticas da Turquia. Ao todo, 39 pessoas foram detidas, mas não há relatos de feridos.
À luz de lampiões, os manifestantes apareceram na TV fazendo orações muçulmanas dentro do museu. A visita do papa à muçulmana Turquia deve provocar mais protestos de grupos islâm icos e nacionalistas mesmo antes da sua chegada, no dia 28.
As autoridades turcas, a exemplo do que ocorreu em todo o mundo islâmico, repudiaram em setembro um discurso do papa em que ele acusava indiretamente o Islã de ser uma religião violenta e irracional. A visita agora é vista como uma chance de reconciliação.
A agência estatal Anatolian disse que inicialmente a polícia aconselhou os turistas a saírem da Aya Sofia, que fica no centro antigo de Istambul, cercado por monumentos dos períodos bizantino e otomano.
"Não se engane, papa, não teste a nossa paciência", gritavam os homens, agitando bandeiras turcas e uma faixa que os identificava como membros da Associação Alperen, um grupo ultra-nacionalista e islâmico.
O grupo é considerado uma dissidência dos "Lobos Cinzentos", uma facção ultra-direitista turca que remonta à década de 1970. Mehmet Ali Agca, o homem que baleou o papa João Paulo II, era um "lobo cinzento".
O padre Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano, disse que a Santa Sé não está preocupada com os novos protestos contra o papa. "Ainda considero esses episódios limitados o bastante para não porem em dúvida a substância ou a atmosfera da viagem, que acho que transcorrerá em calma", afirmou.
As forças turcas se preparam para grandes protestos durante a visita. Só o Partido da Felicidade Islâmica pretende levar 75 mil pessoas de ônibus a Istambul no domingo para protestar.
"Não queremos ver em nosso país um papa que é insidioso o bastante para planejar de maneira oculta a sua moderna agressão cruzada e ignorante o bastante para descrever o Profeta Maomé como terrorista", disse o partido em seu convite à manifestação.
A agenda do papa prevê uma visita à Aya Sofia, considerada por alguns como um dos mais magistrais monumentos do mundo.