O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou que as eleições presidenciais no Brasil representam um “grande teste” para a estratégia de Washington de manter a “proeminência” na América Latina, segundo texto que ele republicou em rede social.
A publicação, assinada pelo colunista John Gizzi, da Newsmax, afirma que o Brasil é o “próximo grande teste” para Trump na região. O artigo também menciona outras disputas eleitorais e países latino-americanos como parte de um “amplo realinhamento ideológico pró-Trump” que, segundo o texto, estaria transformando o Hemisfério Ocidental.
Entre os exemplos citados, o colunista fala da eleição do candidato de extrema-direita na Colômbia, Abelardo de la Espriella, e lista pleitos no Peru, em Honduras, na Bolívia e no Chile, além de eleições anteriores em El Salvador, Argentina e Equador. O texto diz ainda que a tendência pró-Trump teria começado com a eleição de Nayib Bukele em El Salvador, em 2019.
Apesar do tom de celebração, o artigo aponta que o governo Trump ainda enfrenta quatro grandes desafios na América Latina: Venezuela, Cuba, Nicarágua e Brasil. Segundo a publicação, as atenções agora se voltam para o Brasil, descrito como a maior nação da América Latina e uma potência política da região.
O texto acrescenta que apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro estão se unindo em torno de seu filho, Flávio Bolsonaro, na tentativa de destituir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A reportagem republicada por Trump também relaciona essa estratégia a um documento publicado pelo governo dos EUA em dezembro de 2025, que prevê a aplicação de um “Corolário Trump” à Doutrina Monroe. Segundo o texto, a nova diretriz busca restaurar a proeminência americana no Hemisfério Ocidental e expandir o acesso dos EUA a locais de importância estratégica, além de afastar empresas estrangeiras que constroem infraestrutura na região.
*Com informações da Agência Brasil