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Treze milícias palestinas pedem atacar Israel e acabar com diálogo de paz

Arquivo Geral

03/09/2010 14h27

Treze milícias palestinas na Faixa de Gaza pediram em um documento conjunto o aumento dos ataques contra Israel para acabar com o diálogo de paz com os palestinos, iniciado ontem em Washington após 20 meses de uma brusca parada.

Abu Obeida, porta-voz do braço armado do movimento islamita Hamas, as Brigadas de Ezzedin al-Qassam, leu um comunicado conjunto em entrevista coletiva em Gaza que assinala que as facções armadas concordaram que, no atual contexto, a resistência palestina pode recorrer a todas as opções contra Israel.

As milícias acordaram em um encontro na segunda-feira passada a estratégia unificada baseada em “levar a resistência armada contra Israel a uma fase avançada de ações ‘jihadistas’ conjuntas”.

Tal fase consistirá em “rejeitar todos os projetos de vergonhosas e perigosas concessões, e enfrentar as conspirações contra os direitos palestinos efetuadas através das absurdas negociações”, segundo o comunicado.

“Não deixaremos que as negociações funcionem e responderemos porque são uma punhalada nas costas do povo palestino para legalizar as colônias (judias em território palestino) e ignorar os direitos palestinos”, acrescenta o texto.

Os 13 signatários consideram que o novo diálogo de paz, que consiste em reuniões quinzenais destinadas a fechar um acordo em um ano, não são só “absurdas” e “infrutíferas”, mas também “dão ao inimigo (Israel) cobertura para cometer mais ações agressivas” contra o povo palestino.

Além das Brigadas de Ezzedin al-Qassam, entre os signatários do documento estão as milícias da Jihad Islâmica e da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), mais os Comitês Populares de Resistência e outros pequenos grupos armados próximos ao movimento Fatah.

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