O terrorista turco que perpetrou o atentado contra o papa João Paulo II em maio de 1981, na Praça São Pedro, Mehmet Ali Agca, disse que sua intenção não era matar o Pontífice, apenas feri-lo, segundo uma entrevista que será publicada amanhã pela revista italiana “Gente”.
Em um trecho, Agca, que ganhou liberdade em janeiro após cumprir pena pelo assassinato de um jornalista turco, afirmou que do lugar da Praça de São Pedro onde ele estava “teria sido muito fácil matar o Papa, mas não estava nos planos”.
O turco, que ficou quase 30 anos detido em prisões da Itália e Turquia, contou à revista que em setembro de 1980 “um agente secreto de um país estrangeiro lhe contatou em Zurique” para o que definiram como “uma missão histórica”.
Agca acrescentou que o agente prometeu que ele sairia da prisão após apenas alguns anos, mas “as coisas não saíram assim”.
O membro do grupo terrorista turco de extrema direita “Lobos Cinzentos” evitou dar mais detalhes sobre quem estava por trás do plano e antecipou que a verdade será revelada em um livro de memórias que será publicado em novembro.
Sobre seu encontro na prisão com João Paulo II, afirmou que disse ao papa que “não gostou de ter causado tanta dor a ele”.