Um sudanês acusado de ter escondido o líder da rede terrorista Al Qaeda, Osama bin Laden, e de tê-lo ajudado a fugir das forças americanas no Afeganistão se declarou culpado de apoio ao terrorismo hoje, em Guantánamo, informou o Departamento de Defesa dos Estados Unidos.
Ibrahim Ahmed Mahmoud al Qosi, de 50 anos, é o primeiro preso de Guantánamo a se declarar culpado desde que Barack Obama assumiu a Presidência dos Estados Unidos, em janeiro de 2009, segundo a imprensa local.
De acordo com o comunicado do Departamento de Defesa americano, o sudanês se declarou culpado de ter dado apoio material à Al Qaeda e de ter conspirado para cometer atos terroristas.
Sua condenação será a quarta ditada pelos tribunais militares desde a abertura da prisão na base de Guantánamo, em Cuba, como centro de detenção para suspeitos de terrorismo, em janeiro de 2002.
O preso pode receber pena de prisão perpétua, mas evitar uma condenação adicional, pois está detido em Guantánamo há mais de oito anos. A sentença será determinada em uma audiência marcada para o dia 9 de agosto.
Al Qosi foi acusado pelos EUA de ter sido motorista e guarda-costas de Bin Laden e de ter ajudado o líder da Al Qaeda a escapar nas montanhas afegãs de Tora Bora, depois da invasão americana em 2001.
O sudanês também foi acusado de ter pertencido a uma equipe que supostamente ajudou Bin Laden a fugir duas semanas antes dos atentados contra as Torres Gêmeas em Nova York, em 11 de setembro de 2001.
Al Qosi se declarou culpado em uma audiência de duas horas de duração, na qual disse que forneceu apoio logístico à Al Qaeda sendo plenamente consciente de que a organização era responsável por atos terroristas.