Luiza Ambiel, aos 54 anos, falou abertamente sobre as mudanças que sentiu ao entrar na menopausa. A atriz disse que mantinha uma vida sexual ativa, mas perdeu completamente o desejo de uma hora para outra e chegou a acreditar que não voltaria a se sentir como antes.
Ainda na esteira de bagagens de Ibiza, com a tote preta no ombro e uma fila infinita de malas pretas desfilando na minha frente, eu li essa entrevista e precisei parar. Luiza não economizou na sinceridade: “Eu transava praticamente todos os dias. Gostava, sentia vontade e aquilo fazia parte da minha vida. De repente, simplesmente não queria mais”.

Assustada com a mudança, ela procurou uma ginecologista, fez exames e descobriu que estava na menopausa. “Pensei: ‘Que horror! Será que vou ficar assim para sempre?’. Achei que minha vida sexual tinha acabado e que tinha virado uma mulher assexuada”, contou.
Depois de iniciar reposição hormonal com acompanhamento médico, Luiza afirmou que o resultado foi tão intenso que precisou rever a dosagem. “O desejo voltou com tanta força que precisei marcar outra consulta. Falei: ‘Doutora, pelo amor de Deus, diminui esse hormônio porque agora está demais’”, brincou.
A minha mala continuava escondida em algum porão do aeroporto, mas eu já estava prestando atenção na parte mais importante desse relato. Menopausa não é sentença de apagão, muito menos um assunto que mulher tem de atravessar em silêncio como se perder libido fosse obrigação da idade. Luiza falou de um susto real e de uma solução que funcionou para o organismo dela, com exame, consulta e ajuste.
A queda da libido pode estar entre os sintomas da menopausa, mas não existe tratamento igual para todo mundo. A terapia hormonal pode ajudar em alguns casos, porém a escolha depende de sintomas, idade, histórico de saúde e avaliação profissional; há benefícios e riscos que precisam ser discutidos individualmente.

Luiza disse que decidiu falar sobre o tema para encorajar outras mulheres a buscarem orientação. “A gente acha que acabou, que nunca mais vai sentir vontade e que precisa simplesmente aceitar isso”, afirmou. “Eu descobri que não era o fim da minha vida sexual. Meu organismo só precisava do tratamento certo e da dosagem adequada.”
Quando finalmente apareceu uma mala vinho na esteira, eu cheguei a dar um passo à frente achando que era a minha. Não era. Mas a entrevista da Luiza já tinha deixado o recado muito mais interessante que qualquer tag de bagagem: desejo, menopausa e saúde sexual merecem conversa franca, acompanhamento sério e zero vergonha.