O número de vítimas fatais do atentado cometido neste sábado em Nairóbi, capital do Quênia, chegou a nove após duas pessoas morrerem nesta terça-feira num hospital devido aos ferimentos sofridos no ataque, informou a Cruz Vermelha do país.
Segundo informou a Cruz Vermelha em sua conta de Twitter, 43 dos mais de 60 feridos no ataque seguem ainda internados no Hospital Nacional Kenyatta, na capital queniana.
Das nove vítimas fatais, três perderam a vida no hospital (duas pessoas hoje e uma ontem).
A polícia do Quênia deteve quatro pessoas, entre eles três adolescentes, suspeitas de serem os autores do ataque com granadas realizado no entorno de uma estação de ônibus em Nairóbi, mas as libertou ontem sem nenhuma acusação.
Entre eles se destaca Sylvester Opiyo, um homem que já foi detido em dezembro de 2011 suspeito de ser membro da milícia radical islâmica Al Shabab e de planejar um atentado em Nairóbi. Na ocasião, Opiyo também foi libertado pouco tempo depois.
O governo do Quênia assegura que as primeiras suspeitas sobre a autoria do atentado recaem sobre a Al Shabab, embora a milícia negue responsabilidade no ato terrorista.
O ataque é o terceiro que ocorre em Nairóbi desde que o exército queniano iniciou em 15 de outubro do ano passado uma ofensiva na Somália contra a Al Shabab, grupo que o Quênia acusa de vários sequestros cometidos em seu território em 2011.
A milícia, que recentemente anunciou sua adesão à rede terrorista Al Qaeda, ameaçou várias vezes atacar a população do Quênia como represália.
O atentado do sábado é o pior cometido em Nairóbi desde 1998, quando a rede terrorista Al Qaeda realizou um ataque contra a Embaixada dos Estados Unidos que deixou 213 mortos e cinco mil feridos.