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Mundo

SIP denuncia 2 assassinatos de jornalistas brasileiros perante a CIDH

Arquivo Geral

04/05/2010 17h56

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) informou hoje que apresentou perante a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) os casos de dois jornalistas brasileiros assassinados em 1995 e 2001 que permanecem impunes.

A SIP, com sede em Miami, explicou que remeteu à CIDH uma denúncia formal em que pede ao organismo que pressione o Brasil para que avance nas investigações dos assassinatos de Nivanildo Barbosa Lima e Jorge Vieira da Costa.

Barbosa Lima, jornalista do jornal “Ponto de Encontro”, na cidade de Paulo Alfonso (BA), foi assassinado em julho de 1995.

Ele tinha 27 anos de idade e tinha sido ameaçado de morte em várias ocasiões por denunciar grupos de extermínio da região.

A Unidade de Resposta Rápida da SIP descobriu que o caso tinha sido arquivado e depois reaberto sem que mostrasse avanços.

Embora o caso de Barbosa Lima tenha sido incluído em uma lista de dez jornalistas assassinados na década de 1990, homenageados em 2009 pelas autoridades da Bahia, o crime segue impune.

A segunda investigação da SIP apresentada à CIDH foca no assassinato de Vieira da Costa, da “Rádio Tropical”, em Teresina (PI).

O jornalista sofreu um atentado em 2001 e morreu sete dias mais tarde devido aos ferimentos que sofreu.

Vieira da Costa também o tinha sido ameaçado de morte. O Governo prendeu três pessoas em 2005 pelo assassinato, mas só uma delas permanece na cadeia.

Os supostos autores intelectuais conseguiram frear o processo judicial e ainda não foram julgados, destacou a SIP em comunicado.

“Esperamos que, com a intermediação da CIDH, cheguemos a um bom diálogo com o Estado do Brasil, que demonstrou seu compromisso para abrir novos processos judiciais em outros assassinatos contra jornalistas”, assinalou Alejandro Aguirre, presidente da SIP.

Desde 1997, a organização apresentou 26 casos de assassinatos de jornalistas cometidos no Brasil, Colômbia, Guatemala, México e Paraguai perante a CIDH.

Até o momento a CIDH admitiu 11 casos e 12 estão em trâmite.

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