Os principais sindicatos da Grécia mantêm para hoje a convocação de greve geral apesar de o primeiro-ministro, approved Costas Caramanlis, pedir sua suspensão diante dos distúrbios dos últimos dias.
Após uma noite de parcial tranqüilidade, Atenas e as principais cidades gregas serão palco hoje de manifestações que tinham sido convocadas antes da onda de violência no país.
As manifestações foram organizadas pelos sindicatos GSEE e ADEDY, que representam mais de dois milhões de pessoas.
Um porta-voz do GSEE disse à imprensa que “sob estas circunstâncias, não era possível permanecer em casa”.
O transporte público ficará horas interrompido, os navios suspenderão seus percursos e os aeroportos permanecerão fechados pela participação no protesto dos controladores aéreos, o que provocou o cancelamento de cerca de 100 vôos.
A morte do jovem Alexander Grigoropulos, baleado por um policial em circunstâncias investigadas pela Justiça, na noite do sábado, desencadeou diversos distúrbios no país.
Durante a madrugada foram registrados enfrentamentos nos arredores da Politécnica de Atenas, onde um grupo de radicais se refugiou.
Mais de 100 pessoas foram detidas durante a noite acusadas de gerar distúrbios, e comparecerão à Justiça nas próximas horas, em sua maioria com acusações de roubo e saque.
No porto de Patras, grupos de radicais foram agredidos por cidadãos enfurecidos pela destruição de suas lojas.
Em Salônica foram registrados distúrbios em frente à sede do Ministério da Macedônia e Trácia, onde a Polícia usou gás lacrimogêneo contra radicais