Os Estados Unidos celebram nesta segunda-feira o Dia de Martin Luther King Jr., festa em que o nascimento do grande defensor dos direitos civis da população afro-americana é lembrado com ações sociais por todo o país.
O líder pacifista do movimento negro nos EUA, Prêmio Nobel da Paz e um dos maiores ícones da não-violência da história, nasceu no dia 15 de janeiro de 1929 e foi assassinado em 4 de abril de 1968, em Memphis, no Tennessee.
A imagem de Luther King deu a volta ao mundo após o famoso discurso “I have a dream” (“Eu tenho um sonho”), em 1963 durante a histórica Marcha sobre Washington por Trabalho e Liberdade.
A comemoração de seu nascimento se transformou em um dia de serviços à comunidade e os americanos participam de atividades solidárias em todo o país.
O presidente Barack Obama visitou ao lado de sua esposa, Michelle, e sua filha mais velha, Malia, o centro público Brownie Education Campus, onde ajudou a montar uma livraria e a pintar frases de King nas paredes.
Obama agradeceu o trabalho dos voluntários e pediu para que sigam o espírito das doutrinas de Martin Luther King. Também mencionou a polêmica que gerou uma citação inscrita no monumento dedicado ao reverendo, inaugurado em abril do ano passado.
Trata-se de uma escultura de pedra de nove metros de altura com o rosto do ativista talhado que recebeu o nome de “Pedra da Esperança”. O monumento reúne 14 de suas frases mais célebres, mas uma delas gerou polêmica, já que ao tirá-la de seu contexto original pode apresentar um sentido arrogante.
A Secretaria de Interior, departamento que se encarrega do cuidado dos parques e monumentos nacionais, deu um prazo de 30 dias ao Serviço de Parques Nacionais para que consulte a Fundação King Memorial e a família de Luther King para substituir a frase.
À noite, o presidente e sua esposa assistirão ao espetáculo “Let Freedom Ring” (Que soe a liberdade), um tributo musical a Luther King, que acontecerá no Centro Cultural Kennedy, em Washington.