“Enviamos à região (Ossétia do Sul) reforços adicionais, order que ajudarão as forças de paz e contribuirão para deter o derramamento de sangue”, informou o ministério em comunicado.
A nota ressalta que “os soldados de paz russos e os cidadãos da Rússia que se encontram em território da Ossétia do Sul, assim como os cidadãos da própria república não reconhecida, receberão a ajuda necessária”, segundo a agência “Interfax”.
“Não permitiremos a morte impune de nossos cidadãos”, afirma a nota, repetindo literalmente a frase dita hoje pelo presidente russo, Dmitri Medvedev.
Fontes do Distrito Militar Sul da Rússia informaram que uma coluna de veículos blindados cruzou hoje a fronteira e já chegou até os subúrbios ao norte da capital da Ossétia do Sul, Tskhinvali.
Testemunhas na fronteira disseram à agência “RIA Novosti” que a coluna que cruzou o túnel de Rog, que une a república russa da Ossétia do Norte com a Ossétia do Sul, é integrada por mais de cem carros de combate, blindados e peças de artilharia autopropulsionadas.
O Exército georgiano assumiu hoje o controle de quase toda a Ossétia do Sul e seus tanques entraram em Tskhinvali, após várias horas de bombardeios, enquanto as autoridades separatistas pediram urgente ajuda à Rússia.
Kazbek Friev, o comandante do batalhão osseta das Forças Mistas de Paz na Ossétia do Sul, integradas também por um batalhão russo e outro georgiano, afirmou que em Tskhinvali cessaram os combates e que as pessoas começam a sair dos porões onde fugiam dos bombardeios.
“Em várias horas, a cidade ficou praticamente destruída, muitos edifícios estão em ruínas. Falta água, não há eletricidade nem luz e mal funciona a comunicação telefônica”, disse Friev à “RIA Novosti”.