A Rússia acusou a Ucrânia de recusar as negociações, apontou o Ministério da Defesa da Rússia, em nota, e ordenou a expansão da ofensiva militar contra o país vizinho. Na sexta-feira, 25, após declarações do governo de Kiev sobre a disponibilidade para negociações, o governo russo disse que as hostilidades ativas nas principais áreas da operação foram suspensas.
“Depois que o lado ucraniano se recusou a negociar, hoje todas as unidades foram ordenadas a desenvolver uma ofensiva em todas as direções de acordo com o plano da operação”, informou o Ministério da Defesa russo, em comunicado.
Segundo a nota, com o apoio de fogo das Forças Armadas da Federação Russa, as tropas separatistas da República Popular de Luhansk (LPR) e da República Popular de Donetsk (DPR) estão tendo sucesso na ofensiva contra as posições das Forças Armadas da Ucrânia.
As tropas do LPR expandiram a linha ofensiva e avançaram desde o início da operação até uma profundidade de até 46 quilômetros, tendo capturado os assentamentos de Shchastia e Muratovo.
Ainda segundo o governo russo, o batalhão de tropas da DPR, avançando na direção de Petrovskoe, avançou mais 10 quilômetros e capturou os assentamentos de Starognatovka, Oktyabrskaya e Pavlopol.
O comunicado aponta que o regime “nacionalista” de Kiev distribui massiva e “incontrolavelmente” armas leves automáticas, lançadores de granadas e munição para os moradores dos assentamentos ucranianos.
“O envolvimento nacionalista da população civil da Ucrânia nas hostilidades levará inevitavelmente a acidentes e baixas. Apelamos aos moradores da Ucrânia para que demonstrem consciência, não sucumbam a essas provocações do regime de Kiev e não se exponham e seus entes queridos a sofrimento desnecessário”, diz o Ministério da Defesa da Rússia.
Site do governo da Rússia continua fora do ar
O site do governo russo (http://en.kremlin.ru/) continua fora do ar. Ao acessar o site consta uma mensagem de que “não é possível acessar” o link. Outros sites do governo, como o do Ministério da Agricultura do país, funcionam normalmente.
Ataques cibernéticos e dificuldades de acesso à internet preocupam os países da Leste Europeu em meio ao acirramento do conflito entre Rússia e Ucrânia. Ontem,o grupo de hackers Anonymous declarou “guerra cibernética” à Rússia.