A campanha presidencial do republicano Mitt Romney divulgou nesta quarta-feira um novo anúncio televisivo em espanhol no qual culpa o atual presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pela alta taxa de desemprego entre os hispânicos. O anúncio, intitulado “Não podemos mais”, é uma resposta ao jargão da campanha eleitoral de Obama em 2008, “Sim, Nós podemos!”, e assegura que a má gestão econômica do líder prejudicou a comunidade hispânica.
O comercial inclui o subtítulo “50% dos universitários não encontra trabalho”, sobre um vídeo de Obama de 2008 no qual pronuncia em espanhol seu lema de então. Além disso, destaca que o desemprego entre os hispânicos está acima dos 10%, e que outros dois milhões de latinos empobreceram nos EUA desde que Obama chegou ao poder, em janeiro de 2009. Segundo números do Departamento de Trabalho, a taxa de desemprego no mês passado foi de 10,3 %, acima da taxa nacional de 8,3%.
“Podemos continuar assim?” e “Podemos permitir que os democratas sigam tomando tudo de nós?”, indaga o anúncio. Em paralelo, Romney assegura em comunicado que quer chegar à presidência para criar empregos bem remunerados enquanto, segundo sua opinião, Obama “parece lutar pelo contrário”. Em entrevista ao canal “CBS”, Romney criticou a série de anúncios com ataques pessoais e disse que Obama faz isso para criar “um sentido de inimizade, ciúmes e raiva”.
“Acho que (Obama) fará o que esteja a seu alcance para conseguir a reeleição. Espero que possamos ter um debate sobre nossas diferenças e contrastes sobre os assuntos de interesse público. Estes ataques pessoais são degradantes para o escritório da Casa Branca “, comentou.
“Penso que os comentários do vice-presidente Joe Biden simplesmente diminuem mais ainda a popularidade da Casa Branca”, especificou Romney, ao referir-se às declarações de Biden em Danville (Virgínia), quando disse que as políticas reguladoras promovidas por Romney “colocarão cadeados nos pés dos americanos”.
A menos de três meses do pleito do próximo dia 6 de novembro, ambas as campanhas acentuaram os ataques mútuos sobre as visões distintas de governo e suas políticas pela recuperação econômica, além de cortejar o apoio dos hispânicos, cujos votos serão decisivos em, pelo menos, nove estados americanos.