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Retirada de marinheiros de Ormuz levará ‘semanas’, diz chefe da OMI

Organização Marítima Internacional coordena operação gradual para liberar cerca de 600 navios após bloqueio no Estreito de Ormuz; minas na rota ainda preocupam autoridades

Redação Jornal de Brasília

24/06/2026 13h51

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Foto: Benjamin Cremel / AFP

A retirada dos 11 mil marinheiros presos na região do Golfo Pérsico após o fechamento do Estreito de Ormuz deve levar “algumas semanas”, estimou o secretário-geral da Organização Marítima Internacional (OMI), o panamenho Arsenio Domínguez, em entrevista à AFP nesta quarta-feira (24).

A operação, planejada há tempos por essa agência da ONU responsável pela segurança marítima, deve permitir que os 600 navios imobilizados desde o início da guerra finalmente deixem a região.

“Alguns navios transitaram pelo Estreito de Ormuz ontem (terça-feira) à tarde, logo após o anúncio”, especificou Domínguez.

“É um processo gradual. Com um pouco de sorte, a próxima fase chegará a cerca de 50 navios por dia, mas ainda precisaremos de algumas semanas antes de podermos realmente concluir a retirada de todos os marinheiros”, acrescentou.

O plano da OMI envolve contactar cada embarcação individualmente para fornecer instruções de partida, em coordenação com as autoridades costeiras.

A operação em curso não inclui qualquer escolta ou apoio militar, enfatizou o secretário-geral da OMI.

“Recebemos informações de que existem minas ao longo da rota marítima habitual, que precisam ser removidas”, declarou o oficial panamenho.

No protocolo de acordo assinado na semana passada entre Teerã e Washington, o Irã se comprometeu a remover as minas da área em até trinta dias.

AFP

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