Atualizada às 13h21
A situação de segurança no Iraque continua sendo “complexa” e representa um “grande desafio” para a estratégia dos Estados Unidos, page segundo o relatório que o governo apresentou hoje ao Congresso.
“A estratégia reconhece que os níveis de violência no último ano prejudicaram os esforços para alcançar a reconciliação política” afirma o relatório.
“Isso encorajou os extremistas, e desacreditou o governo iraquiano e a coalizão”, acrescenta o documento. Indica também que houve um “avanço satisfatório” em relação a oito metas impostas por Washington para que o governo iraquiano cumprisse, mas considera que é “insatisfatório” em outras oito.
Em termos gerais, este relatório afirma que o Governo considera que há “sinais de esperança” na situação e que é necessário mais tempo para dar oportunidade para que o plano atualmente em vigor funcione. No entanto, em relação ao cumprimento de outros dois objetivos impostos ao governo do primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, a consideração do relatório é “mista”.
Ao mesmo tempo, indica que “no geral” não foi alcançada “a meta desejada” em temas importantes, como a redução da violência sectária, e não chegou a ser aprovada uma lei para distribuir o lucro que o país árabe obtém do petróleo.
No âmbito da segurança, o relatório afirma que “a situação continua sendo complexa e um desafio”, e ressalta que as forças da coalizão e as iraquianas sofreram “constantes aumentos” de ataques, especialmente nas zonas de Bagdá, Diyala e Salah ad-Din.
Apesar do aumento da violência sectária na região, o estudo indica que houve uma redução na zona de Bagdá, devido, em parte, ao fato de que as forças iraquianas e da coalizão se concentraram na segurança da população.
O relatório reconhece que os altos níveis de violência registrados durante 2006 “prejudicaram os esforços para conseguir uma reconciliação política”, devido às tensões sectárias e à força que os extremistas ganharam, o que “desacreditou as forças da coalizão e o Executivo iraquiano”.
Todas estas circunstâncias tornaram muito difícil chegar a compromissos necessários para promover a reconciliação, afirma o relatório da Casa Branca.