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Rebeldes líbios conquistam leve vantagem e mantém domínio de Brega

Arquivo Geral

31/03/2011 19h57

Quando parecia que as tropas que apoiam o líder da Líbia, Muammar Kadafi, voltariam a controlar a cidade de Brega, os rebeldes conseguiram nesta quinta-feira uma leve vantagem e os fizeram retroceder 40 quilômetros em direção ao oeste do país.

De Benghazi, capital dos revolucionários, o porta-voz dos insurgentes, Mohammed Mergirby, disse à Agência Efe que “as forças de Kadafi estão a 40 quilômetros a oeste de Brega, que está sob controle dos rebeldes”.

De acordo com Mergirby, esta leve vantagem foi conseguida graças a uma mudança de estratégia militar entre quarta e quinta, já que agora há membros do Exército combatendo na primeira frente de combate, enquanto na segunda estão as milícias de voluntários.


Na manhã desta quinta, partidários e opositores do regime de Kadafi se enfrentaram em Brega, para onde se transferiram depois que as forças governamentais ganharam terreno dos rebeldes com bombardeios de artilharia.

Nesta quarta-feira, porém, foi anunciado um recuo tático para Ajdabiya, a 160 quilômetros a sudoeste da capital revolucionária, que nesta quinta parecia deserta, já que a maioria de seus habitantes tinha fugido e todas as forças rebeldes tinham se mobilizado rumo a Brega.

Já nesta quinta-feira, os rebeldes fariam todo o possível para que as tropas de Kadafi não alcançassem novamente Ajdabiya, uma cidade estratégica, já que dela sai uma estrada que a liga diretamente a Tobruk, a leste de Benghazi.

Um dos insurgentes, Mohamad Farach, membro do Exército, explicou à Agência Efe em Ajdabiya que as forças pró-governo estavam bombardeando as posições rebeldes com mísseis Grad e foguetes.

Nesse ponto da cidade, de onde sai o caminho que leva a Brega, alguns poucos milicianos se concentravam nesta quinta, enquanto testavam uma bateria antiaérea e revisavam as munições.

Farach calculou que durante a manhã havia cerca de 4 mil voluntários rebeldes combatendo na frente, e confirmou que na primeira linha de combate havia militares profissionais e milicianos.

Apesar da moral resistente dos revolucionários, havia certa inquietação, já que o porta-voz militar dos rebeldes, o coronel Ahmad Omar Bany, anunciou nesta quarta que as tropas de Kadafi estavam respaldadas por uma força que contava com cerca de 3,5 mil soldados da Guarda Republicana do Chade, segundo ele “altamente mecanizada”.

Nesse sentido, Mergirby declarou que nesta quinta aviões da coalizão internacional bombardearam posições dos mercenários do Chade que chegavam em apoio às tropas de Kadafi na zona de Hum, no sul do país.

A partir desta quinta, a Otan detém o comando total sobre as ações militares internacionais na Líbia, após o encerramento da fase de transição da coalizão liderada por França, Reino Unido e Estados Unidos.

A passagem acontece depois de os 28 países aliados terem feito um acordo no domingo passado para que a Otan controlasse e coordenasse todas as operações de proteção da população civil líbia, o que implica ataques contra alvos terrestres realizados até agora pela coalizão internacional.

Nos últimos dias, os bombardeios da coalizão internacional diminuíram, o que permitiu às forças de Kadafi recuperar o terreno perdido.

No entanto, após a discreta vantagem rebelde obtida nesta quinta, Mergirby disse acreditar que, na sexta-feira, as tropas de Kadafi deverão se retirar até Ben Jawad, localizada a cerca de 100 quilômetros a leste de Sirte.

O porta-voz dos insurgentes acrescentou que os milicianos da revolução avançarão até Ras Lanuf, onde pretendem descansar e se reorganizar.

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