Fontes judiciais de Nuremberg informaram hoje sobre a reabertura do caso, depois que um juiz de Buenos Aires rejeitou em 2005 a extradição de Videla para a Alemanha e de outros ex-membros da Junta pelo desaparecimento de vários cidadãos alemães.
As diligências centraram-se no sequestro e desaparecimento de Elizabeth Kässeman e de Klaus Zieschank, enquanto o foco agora é Stawowiok, cujo cadáver mostra marcas de execução.
Segundo fontes judiciais, o corpo é uma prova, já que, até o momento, o único indício que se tinha era de seu desaparecimento, não de um crime.
O ex-general Videla, de 84 anos, presidiu o país entre 1976 e 1981, período ao qual correspondem os desaparecimentos dos três cidadãos alemães, membros da resistência.
Kässeman, socióloga e estudante de teologia, foi vista pela última vez em março de 1977, quando foi sequestrada, torturada e executada em Monte Grande, na província de Buenos Aires.
Zieschank, por sua parte, foi detido por civis armados em San Martín, na província de Buenos Aires, em março de 1976, e após ser conduzido aos centros de La Tablada e Morón, foi estrangulado e teve seu corpo supostamente lançado ao mar, segundo as investigações aberta na época pela Justiça alemã.