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Mundo

Raúl Castro diz ao papa que Cuba luta para normalizar relação com emigrados

Arquivo Geral

28/03/2012 23h44

O presidente de Cuba, Raúl Castro, destacou nesta quarta-feira, na despedida do papa Bento XVI, os esforços do país em normalizar sua relação com os cubanos que deixaram o país, mas criticou quem manipula o tema com intenções políticas.

“Reconhecemos a colaboração patriótica da emigração cubana, desde a contribuição decisiva para nossa independência dos tabaqueiros de Tampa e Key West (…) até os que hoje se opõem a quem ataca Cuba e manipula o tema migratório com intenções políticas”, disse Castro na cerimônia de despedida do pontífice no aeroporto de Havana.

Durante sua visita de três dias à ilha, a reconciliação foi uma das mensagens mais destacadas de Bento XVI, que se despediu desejando que “Cuba seja a casa de todos e para todos os cubanos”.

“Realizamos grandes esforços para a normalização plena das relações de Cuba com seus emigrantes que sentem amor pela pátria e por suas famílias e persistiremos pela vontade comum de nossa nação”, declarou o presidente cubano em seu discurso de despedida.

Além disso, ele mencionou que o povo cubano “se orgulha das virtudes de seus cinco filhos condenados por lutar contra a tortura do terrorismo e defender a verdade”, em referência aos cinco agentes da ilha presos nos Estados Unidos.

O grupo foi condenado a diferentes penas de prisão em 2001 por um tribunal da Flórida por conspirar e operar como agentes estrangeiros sem notificar o governo americano.

Castro também transmitiu sua “profunda gratidão e apreço” a Bento XVI e disse que sua visita aconteceu em “um ambiente de mútua compreensão”.

“Encontramos muitas e profundas coincidências, mas, como é natural, não pensamos igualmente sobre todas as questões”, afirmou.

O presidente salientou que Cuba tem como principal objetivo “a dignidade plena do ser humano”, dar “suprema importância à família”, e está entre as nações “que mais lutaram pela vida, liberdade e dignidade humanas”.

A cerimônia de despedida de Bento XVI teve que ser celebrada no interior do aeroporto de Havana e com atraso devido à chuva que caiu sobre a capital cubana.

Bento XVI concluiu nesta quarta-feira sua visita a Cuba após três dias nos quais celebrou duas missas nas principais cidades do país, se reuniu com o presidente Raúl Castro e também visitou seu irmão, Fidel.

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