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Promotoria Militar chilena é alvo de atentado às vésperas de julgamento

Arquivo Geral

28/11/2011 13h49

Uma bomba de fabricação artesanal foi detonada nesta segunda-feira perto da sede da Promotoria Militar de Santiago (Chile), mas não deixou feridos ou danos materiais, a poucas horas do início do julgamento do chamado “caso bombas”, informaram à Agência Efe fontes da polícia.

Até o momento, nenhum grupo assumiu a autoria do ataque, que aconteceu por volta das 2h (horário de Brasília), e cujo explosivo era composto por um extintor, pólvora e um sistema de relojoaria.

Nesta segunda-feira, começará no Centro de Justiça da capital chilena o julgamento de seis pessoas acusadas de instalar mais de 20 artefatos explosivos entre os anos 2006 e 2010.

Desde 2006, foram registrados no Chile dezenas de atentados com bombas de fabricação caseira contra bancos, sedes de grandes empresas, igrejas e edifícios públicos, muitos dos quais foram assumidos por grupos anarquistas.

Os seis envolvidos nesses atentados serão julgados pelo crime de colocação de artefatos explosivos e financiamento de atividades terroristas.

Participarão do julgamento 476 testemunhas e 152 peritos, o que deve fazer com que o processo se prolongue por pelo menos seis meses.

Os seis acusados fazem parte do grupo de 14 pessoas que foram detidas em agosto de 2010, todas ligadas a organizações anarquistas e que ficaram oito meses em prisão preventiva.

Em 4 de outubro, a Promotoria retirou a acusação por formação de quadrilha terrorista contra 13 dessas pessoas, oito das quais ficaram totalmente livres das acusações.

Essas explosões deixaram várias pessoas levemente feridas, mas as consequências mais graves foram as de dois jovens anarquistas que transportavam os artefatos.

Um deles morreu quando foi detonada acidentalmente, em maio de 2009, uma bomba que carregava na mochila, e o outro perdeu uma mão, três dedos da outra e parte da visão quando explodiu em sua própria mão um artefato que pretendia colocar perto de um banco em junho deste ano.

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