A aplicação do programa de ajuste econômico da Irlanda segue “encaminhada apesar das condições macroeconômicas problemáticas”, afirmaram nesta quinta-feira o Fundo Monetário Internacional, a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu (BCE).
Os técnicos das três instituições estiveram em Dublin do dia 3 de julho até hoje para realizar a sétima revisão do programa estipulado com governo de Dublin em troca da ajuda econômica. “De acordo com a declaração da cúpula da zona do euro em 29 de junho, os técnicos do FMI, BCE e da Comissão Europeia discutem com as autoridades (irlandesas) as possíveis soluções que melhorem a sustentabilidade de seu programa de ajuste”, afirmaram por meio de um comunicado as três instituições.
Além disso, “o ajuste em andamento da folha de balanços doméstica (em referência aos bancos) e a fraqueza que persiste no mercado de trabalho prejudicam o crescimento da demanda doméstica” na Irlanda. “As perspectivas de crescimento no restante de 2012 e para 2013 seguem sendo modestas enquanto a fraqueza do crescimento dos parceiros comerciais limita a demanda de exportações apesar dos avanços na competitividade”, afirmou o documento.
De acordo com as instituições que desenharam o programa de ajuste para a Irlanda, “a notável queda dos rendimentos dos bônus ressalta a confiança crescente na forte capacidade da Irlanda para aplicar as políticas de ajuste e também reflete a recente declaração da cúpula da zona do euro”. O comunicado afirma que as autoridades da Irlanda seguem “avançando nas reformas para restaurar a saúde do setor financeiro, para que este possa contribuir para a recuperação econômica”. Segundo as instituições, a Irlanda alcançou as metas fiscais fixadas para a primeira metade de 2012 e isto fortaleceu a percepção que o país cumpre de maneira coerente os objetivos do programa de ajuste.
O país está se encaminhado para a “a meta de manter em 2012 o déficit fiscal em 8,6% do Produto Interno Bruto”. “Apesar do enfraquecimento do ambiente externo e o elevado desemprego, os firmes esforços de arrecadação melhoraram a receita”, disse o comunicado. “No entanto, o déficit fiscal da Irlanda continua sendo o mais alto da zona do euro e é essencial que as autoridades mantenham um controle prudente das despesas”, alertou a nota.