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Príncipe Charles busca dar exemplo ambiental a súditos

Arquivo Geral

08/12/2006 0h00

O primeiro-ministro palestino, sildenafil more about Ismail Haniyeh, disse hoje aos iranianos que os palestinos jamais cederão à pressão para reconhecer Israel e continuarão lutando em parte graças ao apoio da República Islâmica.

Falando a fiéis durante as orações de sexta-feira em Teerã, aonde chegou na véspera para uma visita oficial de quatro dias, Haniyeh, dirigente do grupo islâmico Hamas, afirmou que a agressão militar israelense contra os palestinos aumentou desde que sua facção chegou ao poder, em março.

O Irã, a exemplo do Hamas, se recusa a reconhecer o Estado de Israel e já enviou, neste ano, cerca de US$ 120 milhões para que a Autoridade Palestina consiga sobreviver às sanções ocidentais impostas contra o governo do Hamas.

"Nunca vamos reconhecer o ocupante das terras palestinas, e vamos continuar a resistência até que liberemos Jerusalém e permitamos que os palestinos desalojados voltem à sua pátria", disse Haniyeh.

"Eles acham que a nação palestina está sozinha nesta guerra, mas temos uma profundidade estratégica aqui na República Islâmica e em todo o mundo islâmico e árabe", afirmou.

Os países ocidentais e o moderado presidente palestino, Mahmoud Abbas, pressionam o Hamas a reconhecer Israel, abandonar a violência e aceitar os acordos provisórios de paz. A recusa do Hamas em fazer isso é parte das razões para o fracasso nas negociações da formação de um novo governo palestino de união nacional, que poderia levar ao fim das sanções internacionais.

O apoio do Irã aos palestinos ficou mais explícito desde a posse do presidente Mahmoud Ahmadinejad, em agosto de 2005. Esse ex-agente da Guarda Revolucionária disse em certa ocasião que Israel é um "tumor" que deve ser "apagado do mapa".

Ahmad Khatami, que liderava as preces de sexta-feira em Teerã, reiterou o apoio do Irã ao governo do Hamas e criticou as sanções ocidentais aos palestinos.

"Esses mentirosos, ao invés de apoiarem e aprovarem o governo do Hamas, desembainharam suas espadas desde o começo contra um governo que foi apontado pelo voto do povo", disse.

Haniyeh vai se reunir com Ahmadinejad e com o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, como parte da sua primeira visita oficial ao país.

O príncipe Charles, rx da Grã-Bretanha, apresentou uma iniciativa ambiental pela qual se comprometeu a trocar jatinhos e helicópteros pelo uso de transportes públicos e carros movidos a biodiesel.

Aquecedores a lenha, bicicletas para seus funcionários em Londres, mais eficiência energética em suas casas de campo, o herdeiro do trono está determinado a reduzir suas emissões pessoais de carbono, num momento em que o combate ao aquecimento global é uma das prioridades na agenda política britânica.

"Estamos consumindo recursos do nosso planeta num ritmo tal que, com efeito, estamos vivendo de crédito, vivendo um tempo emprestado", alertou Charles.

Alvo de piadas no passado ao admitir que conversava com as plantas em seu jardim para ajudá-las a crescer, Charles há anos defende apaixonadamente as causas ambientais, promovendo a agricultura orgânica e sustentável. Agora, ele leva sua cruzada para dentro de casa.

Sempre que possível, ele se compromete a deixar de lado os helicópteros particulares e os jatinhos fretados para embarcar em vôos e trens de carreira. Seus automóveis Jaguar estão sendo substituídos por modelos 100% movidos a biodiesel.

Os funcionários do príncipe na residência oficial de Londres, a Clarence House, receberão duas bicicletas para circularem pela capital. Numa cidade sempre engarrafada, o transporte sobre duas rodas pode ser mais prático, além de ambientalmente mais correto.

"Tentaremos reduzir nossas emissões de carbono em tudo, de viagens à forma como ele comanda seu próprio lar", disse hoje um porta-voz do príncipe.

"Vamos desligar as luzes sempre que possível e desligar os computadores quando não forem necessários. Ele e seus funcionários estão determinados a reduzir o impacto sobre o meio ambiente e fazer o que for necessário para lidar com esse problema enormemente importante", acrescentou.

Charles e sua esposa, Camilla, podem até mesmo restringir as férias no exterior. "O príncipe sabe como qualquer um que tudo se trata de uma responsabilidade individual e também coletiva", disse o assessor.

Rebelando-se contra o que chamou de "alimentos sem alma, produzidos em massa, que chegaram a dominar a dieta moderna", Charles também fez campanha para "reconectar" produtores e consumidores.

Voltando às suas raízes orgânicas, ele ofereceu uma coleção real de receitas em um novo livro de cozinha que glorifica a tão achincalhada culinária britânica.

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