O presidente do Egito, Mohamed Morsi, garantiu hoje (11) que irá respeitar a decisão do Supremo Tribunal Constitucional (STC) que suspendeu o seu decreto restabelecendo o Parlamento do país, dominado por partidos islâmicos.
“Mesmo que a deliberação do STC impeça o parlamento de assumir as suas responsabilidades, vamos respeitá-la porque somos um Estado de Direito”, disse a Presidência por meio de um comunicado. O decreto que restabeleceu o Parlamento provocou tensões entre Morsi, o STC – que havia dissolvido o Legislativo – e o Conselho Supremo das Forças Armadas (CSFA), que governou o Egito após a queda de Hosni Mubarak.
No domingo, oito dias depois de ter assumido a presidência, Morsi, líder da Irmandade Muçulmana, ordenou ao Parlamento que retomasse suas funções. Em junho, a Corte considerou inválidos diversos artigos da lei das eleições legislativas, o que fez com que o processo fosse anulado e o Parlamento, por falta de eleitos, fosse dissolvido.
A secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, que deve encontrar o presidente Morsi neste final de semana, pediu que seja aberto diálogo entre as partes envolvidas. O ministro alemão das Relações Exteriores, Guido Westerwelle, disse que confia numa solução para o impasse. Mursi foi eleito após o restabelecimento da democracia no Egito, na onda da chamada Primavera Árabe, iniciada no país com protestos populares em janeiro de 2011.