Menu
Mundo

Premiê socialista fecha acordo com partido separatista catalão

O acordo foi concluído pelo secretário-geral do JxC, Jordi Turull, e pelo número três do PSOE, Santos Cerdán, após dias de intensas negociações

Redação Jornal de Brasília

09/11/2023 20h37

Primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez. Foto: Divulgação / AFP

O Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), do primeiro-ministro Pedro Sánchez, e o partido independentista catalão Juntos pela Catalunha (JxC) fecharam ontem um acordo que abre caminho para um novo governo e anistia os condenados pela tentativa de independência catalã, em 2017.

O acordo foi concluído pelo secretário-geral do JxC, Jordi Turull, e pelo número três do PSOE, Santos Cerdán, após dias de intensas negociações em Bruxelas e protestos violentos em várias cidades da Espanha, convocados principalmente por partidos de ultradireita que se opõem à anistia.

A chave para o acordo foi Carles Puigdemont, líder do JxC e ex-presidente do governo regional da Catalunha, que fugiu para a Bélgica após o fracasso da tentativa de independência. Com o pacto, Puigdemont será anistiado e Sánchez terá maioria, apesar de o PSOE ter ficado atrás dos conservadores do Partido Popular (PP) nas eleições de julho.

Irritação

A anistia foi rejeitada por parte dos espanhóis, principalmente de eleitores de partidos de direita e ultradireita. Eles acusam Sánchez de estar disposto a tudo para permanecer no poder. Na terça-feira, quando o acordo parecia iminente, cerca de 7 mil pessoas saíram às ruas de Madri. Os manifestantes atiraram latas de lixo, garrafas e enfrentaram a polícia, que respondeu com gás lacrimogêneo.

Ontem, os socialistas celebraram o pacto. “É uma oportunidade histórica para resolver um conflito que só pode ser resolvido pela da política”, disse Cerdán. O JxC já sugeriu que exigirá um novo plebiscito de independência da Catalunha, mas desta vez dentro da Constituição. O PSOE, no entanto, rejeita a consulta.

Atentado

No mesmo dia em que os socialistas anunciavam o acordo, Alejo Vidal-Quadras, ex-presidente do Vox, partido de ultradireita, foi baleado no rosto em uma rua de um bairro nobre de Madri, um crime aparentemente político incomum na Espanha. Ele foi internado em estado grave, mas não corre risco de vida, segundo boletim médico.

Estadão Conteúdo

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado