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Mundo

Prefeito de Londres compara política econômica de Brown à de um <i>bêbado</i>

Arquivo Geral

25/11/2008 0h00

O prefeito conservador de Londres, medical Boris Johnson, cheapest lançou nesta terça-feira (25) um ataque sem precedentes ao primeiro-ministro britânico, buy Gordon Grown, a quem comparou a um bêbado jogando desesperado na roleta com a economia do Reino Unido.

O líder trabalhista é como “uma velha viúva louca por xerez que perdeu na roleta toda a fortuna da família e decide dobrar a aposta, incluindo até a casa”, afirma o prefeito em sua coluna para o The Daily Telegraph.

A afirmação de Johnson ocorre em meio às críticas da City de Londres ao orçamento preliminar anunciado na segunda-feira pelo ministro da Economia, Alistair Darling, no sentido de que supõe uma ameaça para a futura prosperidade desse centro financeiro.

Segundo um banqueiro citado pelo Evening Standard, a elevação de 40% para 45% dos impostos para os que ganham mais de 150 mil libras (180 mil euros) ao ano dará lugar a uma fuga dos talentos atraídos a Londres durante os anos do boom financeiro.

Alguns diretores dos bancos e outras pessoas de renda alta que trabalham na City podem ver aumentar bastante os gastos com impostos, segundo Andrew Tailby-Faulkes, diretor do departamento de clientes privados da empresa de consultoria Ernst & Young.

Em reportagem publicada hoje no jornal, o diretor de estratégia do prefeito, Anthony Browne, acusa o Governo trabalhista de ter colocado Londres em sua mira.

Enquanto isso, o responsável de Economia da oposição conservadora, George Osborne, anunciou que o partido se oporá ao corte do IVA de 17,5% para 15% proposto pelo Governo, já que custará ao Erário 13 bilhões de libras (15,6 bilhões de euros).

Osborne criticou o fato de o endividamento público aumentar em 118 bilhões de libras (141,6 bilhões de euros) só em 2009 e disse que isso significa que a dívida do país equivale a 34 mil libras (40.800 euros) por cidadão.

O político conservador ironizou o efeito que o desconto de 2,5% do IVA oferecido pelo Governo terá à economia, quando a maioria das lojas já oferece descontos de 20% ou 30% para encorajar as pessoas a comprar na temporada de Natal.

“O que é preciso, segundo Osborne, é conseguir que voltem a ser concedidos créditos às pequenas empresas, aí é onde é preciso atuar, e não assumindo riscos enormes com as finanças públicas”.

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