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Preços do petróleo disparam após retomada dos bombardeios no Oriente Médio

Retomada das hostilidades entre Estados Unidos e Irã, ataques na Arábia Saudita e bloqueio do Estreito de Ormuz elevaram os temores sobre o abastecimento global de petróleo

Redação Jornal de Brasília

29/07/2026 17h42

Foto: Hussein Faleh/AFP

Foto: Hussein Faleh/AFP

Os preços do petróleo dispararam nesta quarta-feira (29) depois que a retomada das hostilidades no Oriente Médio reacendeu os temores de perturbações no fornecimento mundial de petróleo bruto.

O preço do barril Brent do Mar do Norte, para entrega em setembro, subiu 7,91% para 90,74 dólares. Seu equivalente americano, o West Texas Intermediate (WTI), para entrega no mesmo mês teve alta de 6,56%, a 84,46 dólares.

O Exército dos Estados Unidos anunciou que interceptou mísseis provenientes do Irã direcionados contra suas forças “destacadas no Oriente Médio”. A televisão iraniana informou posteriormente ataques americanos no noroeste do país.

Washington também citou ataques no Iraque contra grupos armados pró-Irã, realizados em conjunto com a Arábia Saudita, que foi alvo de mísseis lançados a partir do território iraquiano.

“No mercado de petróleo há o temor de que a guerra esteja se expandindo”, explicou à AFP Andy Lipow, analista da Lipow Oil Associates.

Os recentes ataques contra a Arábia Saudita por parte dos rebeldes houthis do Iêmen teriam ainda obrigado a Saudi Aramco, a companhia petrolífera nacional do reino, “a fechar sua refinaria de Jizan, com capacidade de 400 mil barris diários”, observou Tamas Varga, analista da PVM.

Além disso, as reservas estratégicas de petróleo bruto voltaram a cair na semana passada nos Estados Unidos (–3,8 milhões de barris) para compensar as perturbações de fornecimento relacionadas à guerra, segundo o relatório semanal da agência americana de estatísticas e informações energéticas EIA.

A navegação pelo Estreito de Ormuz, uma rota essencial para o comércio mundial de hidrocarbonetos, continua bloqueada pelo Irã, que busca manter seu controle e fazer com que os navios paguem um pedágio.

AFP

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