As forças de segurança afegãs poderiam ter matado por engano quatro funcionários das Nações Unidas durante um ataque em outubro de um comando de insurgentes talibãs contra uma residência da organização em Cabul, anunciou hoje o organismo multilateral.
A responsável pela logística das operações de paz da ONU, a argentina Susana Malcorra, afirmou que existe “a forte impressão” de que o segurança da ONU Louis Maxwell foi morto pela Polícia afegã depois de ter sido confundido com um insurgente.
No caso dos outros três funcionários da ONU que morreram no mesmo incidente, também “se acredita” que agentes afegãos tenham disparado por engano quando tentavam fugir da casa, afirmou.
Um quinto funcionário da ONU morreu por causa de um incêndio provocado pela detonação de uma granada que os insurgentes lançaram contra o imóvel.
A ONU decidiu investigar as circunstâncias do incidente depois que surgiram dúvidas sobre a versão inicial dos fatos, que atribuiu as cinco mortes aos talibãs.
A revista alemã “Stern” informou há duas semanas sobre a existência de um vídeo que mostra como um grupo de policiais afegãos rodeia o guarda após o ataque e dá um tiro.
Susana confirmou que a pessoa que aparece nas imagens é Maxwell, mas ressaltou que a conclusão dos investigadores é que o disparo foi feito de longe e não pelos policiais ao seu redor.
“Acharam que era um insurgente”, observou a responsável da ONU.
A insurgência talibã se responsabilizou pela ação contra a residência da ONU, por causa do papel do organismo nas eleições presidenciais afegãs do ano passado.