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Petróleo fecha em forte queda com sinal de trégua no Oriente Médio; Brent cai abaixo dos US$ 90

Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para setembro fechou em queda de 7,50% (US$ 6,70), a US$ 82,61 por barril

Redação Jornal de Brasília

27/07/2026 16h05

Foto: Karen Bleier / AFP

Foto: Karen Bleier / AFP

São Paulo, 27 – Os contratos futuros do petróleo fecharam em forte queda neste início de semana, após os Estados Unidos sinalizarem uma pausa nos ataques contra o Irã, reduzindo o temor de novas interrupções no fornecimento da commodity.

Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para setembro fechou em queda de 7,50% (US$ 6,70), a US$ 82,61 por barril. O petróleo Brent para outubro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em baixa de 6,33% (US$ 5,81), a US$ 85,87 o barril.

Às vésperas de o conflito completar cinco meses, o governo americano interrompeu os ataques aéreos contra Teerã após quase duas semanas de bombardeios intensificados, abrindo espaço para uma nova rodada de negociações diplomáticas. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na tarde desta segunda-feira, 27, que o Irã solicitou uma reunião por meio de intermediários e que há uma chance para se chegar a um acordo.

As tensões na região, entretanto, continuam. A Arábia Saudita condenou nesta segunda uma tentativa de ataque com drones contra instalações petrolíferas do país atribuída a milícias apoiadas pelo Irã no Iraque.

Na visão da Ritterbusch & Associates o recuo do petróleo parece “corretivo e amplamente relacionado à realização de lucros especulativos”. A tensão no Oriente Médio não diminuiu significativamente e a possibilidade de uma escalada adicional permanece, acrescenta a empresa.

A volatilidade da commodity pode ser inflacionária se alguns preços subirem com o petróleo, mas relutarem em voltar a cair, diz o Bank of America. Embora os preços não precisem ser um motor primário da política monetária, o impacto indireto pode ser inflacionário se os efeitos de segunda ordem forem persistentes, alertam os analistas do banco.

O mercado espera que o Federal Reserve (Fed) mantenha os juros inalterados nesta semana, mas realize um aperto em setembro, segundo a ferramenta de monitoramento do CME Group.

Estadão Conteúdo

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