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Petraeus não se compromete a retirar tropas do Afeganistão antes de 2014

Arquivo Geral

06/12/2010 17h19

O general responsável pela missão americana no Afeganistão, David Petraeus, disse nesta segunda-feira que não seria “honesto” assegurar a retirada das tropas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) do país em 2014.

“Não acho que haja nada certo quanto a este tipo de esforços. Não seria honesto se eu não dissesse isso”, destacou Petraeus em entrevista à emissora de televisão americana “ABC”.

Apesar disso, ele ressaltou as conquistas das tropas da Otan no Afeganistão nos últimos meses e reiterou que o compromisso das tropas aliadas é conseguir a transição de poder aos soldados afegãos.

“A retirada das tropas dependerá da habilidade das forças afegãs de desenvolver as tarefas que, até agora, foram desenvolvidas por nós. E a verdade é que já vimos esta transição em alguns lugares”, afirmou o general americano.

No entanto, ele reconheceu que os talibãs demonstraram “capacidade de recuperação” após os ataques das tropas da Otan, mas que os novos líderes, que substituem os capturados ou mortos, não têm o “mesmo nível de experiência”.

“Por isso é necessário um compromisso sustentado e substancial”, acrescentou Petraus, cujas tropas receberam na base de Bagram, ao norte de Cabul, a visita surpresa do presidente americano, Barack Obama, na sexta-feira passada.

“Teremos sucesso em nossa missão. Hoje podemos ficar orgulhosos por haver menos áreas sob controle dos talibãs”, declarou Obama em seu discurso.

Os Estados Unidos enviaram este ano 30 mil soldados adicionais para frear uma insurgência presente em quase todo o país, inclusive no norte que era relativamente tranquilo.

Estes 30 mil soldados somaram-se aos 150 mil que os EUA e a força da Otan mantêm no país.

Este ano foi o mais violento desde a ocupação dos EUA em 2001, com 674 baixas em combate ou atentados.

Petraus reiterou que a guerra no Afeganistão tem peculiaridades e exige um esforço “complexo”.

Apesar de sua cautela para determinar datas concretas, o general assegurou que “entre meados de 2011 e o final de 2014 haverá uma série de transições em relação às forças de segurança afegãs, que começarão a atuar, com maior probabilidade, em distritos e não em províncias inteiras”.

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