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Pentágono acusa empresas tecnológicas chinesas de ajudar exército de seu país

A relação inclui, entre outras, a gigante do comércio eletrônico Alibaba, a provedora de mecanismos de busca Baidu e a fabricante de veículos elétricos BYD.

Redação Jornal de Brasília

08/06/2026 21h20

Foto: AFP

Os Estados Unidos publicaram nesta segunda-feira (8) uma lista atualizada de empresas chinesas que consideram auxiliar as Forças Armadas daquele país.

A relação inclui, entre outras, a gigante do comércio eletrônico Alibaba, a provedora de mecanismos de busca Baidu e a fabricante de veículos elétricos BYD.

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos divulgou as designações poucas semanas depois de o presidente Donald Trump se reunir com seu par chinês, Xi Jinping, em Pequim, enquanto ambas as partes buscavam manter a estabilidade nas relações bilaterais.

A atualização do Pentágono ocorre meses após a divulgação — e posterior retirada, sem explicações — de uma versão anterior da lista.

A nova relação é, em grande parte, semelhante à versão publicada brevemente em fevereiro.

Duas fabricantes de chips de memória foram reincorporadas à lista após terem sido removidas naquela ocasião: ChangXin Memory Technologies e Yangtze Memory Technologies.

“Esta lista atualizada de empresas militares chinesas é um alerta para as empresas americanas, todos os níveis de governo e o povo americano”, afirmou o deputado John Moolenaar, presidente republicano do Comitê Especial da Câmara sobre a China.

Em comunicado, ele instou as empresas americanas a “pararem de fazer negócios com essas ameaças à nossa segurança nacional” ou correrem o risco de “facilitar a ascensão militar da China”.

Entre as empresas afetadas também estão alguns dos principais gigantes tecnológicos chineses envolvidos na corrida pela inteligência artificial, como Alibaba, Baidu e Tencent.

Trump convidou Xi para realizar uma visita a Washington em setembro. No entanto, a lista poderá aumentar as tensões entre as duas maiores economias do mundo.

© Agence France-Presse

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