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Pelo menos 20 morrem em atentado em funeral na Síria, apontam opositores

Arquivo Geral

30/06/2012 17h49

Pelo menos 20 pessoas morreram neste sábado após a explosão de um veículo durante um funeral, na cidade de Zamlaka, nos arredores de Damasco, afirmam grupos de opositores sírios.

 

Os Comitês de Coordenação Local e o Observatório Sírio de Direitos Humanos informaram que houve pelo menos 20 mortos, enquanto a Comissão Geral da Revolução Síria apontou o número de mortos entre 20 e 30. Ambas falam em centenas de feridos e muitos cadáveres nas ruas da região.

 

As circunstâncias do ataque ainda são nebulosas: enquanto a Comissão fala de um atentado com carro-bomba promovido pelas forças governamentais e “shabiha”, milicianos pró-regime; o Observatório aponta para a explosão do veículo após o impacto de uma bomba. O funeral se realizava pela morte de uma pessoa em protestos antigovernamentais.

 

Os grupos de oposição denunciaram o bombardeio das localidades de Duma e Arbin, nas imediações na capital. Enquanto isso, na cidade vizinha de Hamuriya, houve a saída de grande número de pessoas, após ataques de artilharia de defensores do regime de Bashar Al-Assad.

 

A Comissão ainda apontou que em uma cidade de Homs, forças governamentais estariam bombardeando reservatórios de água potável.

 

Os dois grupos oposicionistas apontam que em diversos ataques por todo país, entre 42 e 85 pessoas teriam morrido. As informações não puderam ser verificadas de forma independente devido às restrições de trabalho impostas aos jornalistas pelas autoridades sírias.

 

Os fatos acontecem no dia em que se realizou uma reunião em Genebra, do chamado Grupo de Ação para a Síria, que propôs a criação de um “órgão de transição governamental”, com participação de Governo de Al-Assad e grupos de oposição. Para o Grupo, esse seria elemento chave para a pacificação do país.

 

No Grupo de Ação participam China, Rússia, Estados Unidos, França, Reino Unido, Turquia, Liga Árabe, ONU e União Europeia. Amanhã e segunda-feira, organizações oposicionistas devem se reunir no Cairo, no Egito, para definir as suas linhas de atuação.

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