O Parlamento da Turquia aprovou nesta quinta-feira a participação das Forças Armadas do país na operação militar na Líbia, informaram as televisões turcas.
O Exército turco fornecerá à operação quatro fragatas, uma embarcação de apoio e um submarino.
A decisão parlamentar permitirá ao Exército participar durante o prazo de um ano em missões no marco da operação contra as forças do líder Muammar Kadafi sempre dentro do pactuado nas resoluções 1970 e 1973 do Conselho de Segurança da ONU.
O Governo do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan foi reticente na hora de se unir a seus parceiros no ataque, pois teme ver que sua boa imagem entre os povos do Oriente Médio e da África do Norte fique manchada por participar de uma operação que alguns qualificam como “imperialista”.
Por isso, o Executivo deixou claro que, por enquanto, suas forças só participarão da supervisão do embargo de armas ao Governo de Kadafi.
Além disso, Ancara deixou claro que a operação deve ser dirigida pela Otan e não por um país concretamente.
A sessão parlamentar para aprovar a intervenção na Líbia transcorreu a portas fechadas e em meio a protestos de centenas de ONGs.
Finalmente, a intervenção foi aprovada com o apoio da legenda governista, o Partido da Justiça e o Desenvolvimento (AKP) e de grande parte do maior grupo parlamentar da oposição, o Partido Republicano do Povo (CHP).
Opuseram-se à intervenção os ultranacionalistas turcos e os nacionalistas curdos.
A Turquia já tinha enviado um terço de sua frota para a Líbia, o que gerou críticas de vários especialistas que consideram que o fato de os navios terem partido antes da aprovação do Parlamento “violou a soberania nacional”.