O Parlamento da Itália aprovou hoje (7), em turno final, o orçamento do país, cuja previsão de gastos impõe um rigoroso plano de austeridade. A proposta foi apresentada pelo primeiro-ministro italiano, Mario Monti, e prevê economia de 26 bilhões de euros até 2014. Na Europa, a Itália é um dos países que mais sofrem com os impactos da crise econômica internacional.
O plano de austeridade determina aumento de impostos e reforma administrativa, que inclui fusão de autarquias e extinção de um quinto dos cargos de chefia na administração pública. Nos últimos meses, houve protestos em várias cidades italianas com manifestantes que temem o desemprego e o aumento de tarifas públicas.
O decreto foi aprovado por 371 votos a favor, com 86 contra e 22 abstenções, na Câmara (câmara baixa do Parlamento). Votaram contra a proposta os integrantes dos partidos Liga do Norte, Itália dos Valores e do Povo da Liberdade. Todos fazem oposição ao governo de Monti. O texto recebeu emendas do Senado (câmara alta do Parlamento) que atenuaram cortes de gasto nas áreas de saúde e educação.