O Governo paraguaio reiterou ao Brasil o pedido de revogação do status de refugiado a três ex-dirigentes de esquerda supostamente vinculados com famosos casos de sequestros, informou hoje a Chancelaria em Assunção.
A reiteração da solicitação foi entregue pelo vice-ministro de Relações Econômicas e Integração, Manuel María Cáceres, ao embaixador do Brasil em Assunção, Eduardo Dos Santos, informou a Chancelaria em comunicado.
O texto menciona que o pedido foi realizado na véspera e que “existe a possibilidade de a Comissão Nacional para os Refugiados (Conare) analisar o assunto durante a semana”.
O Paraguai quer que o Brasil revogue o status de refugiados e extradite os três implicados, ex-dirigentes do Partido Pátria Livre (PPL), Juan Arrom, Anuncio Martí e Víctor Colmán.
Os três foram processados pelo sequestros de María Edith Bordón, esposa de um rico empresário, que foi liberada após 64 dias de cativeiro e pagamento de um resgate de US$ 300 mil dólares.
A Justiça paraguaia considera, além disso, que os antigos dirigentes do PPL, entre eles os três refugiados no Brasil, se reagruparam se autodenominando Exército do Povo Paraguaio (EPP).
O Governo solicitou, em fevereiro, ao Brasil a revogação do status dos três processados paraguaios, mas, até o momento, não recebeu resposta.