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Mundo

Papa pede fim da violência contra palestinos na Cisjordânia

Leão 14 renovou apelo por proteção aos civis palestinos e defendeu avanço na solução de dois Estados após ataques de colonos em Qusra

Redação Jornal de Brasília

16/08/2026 13h44

Foto: Filippo Monteforte / AFP

Foto: Filippo Monteforte / AFP

O papa Leão 14 pediu neste domingo (16) o fim da violência contra os palestinos na Cisjordânia ocupada, em meio a uma onda de ataques de colonos militantes e ao cerco à vila de Qusra.

Colonos israelenses cercaram casas após cortar o fornecimento de água e eletricidade, em um movimento que grupos de direitos humanos descreveram como uma ação coordenada para se apropriar de mais terras e avançar sobre o território onde os palestinos pretendem estabelecer um Estado.

“Renovo meu apelo pelo fim da violência repetida contra a população civil palestina na Cisjordânia”, disse o papa, sem mencionar confrontos ou ataques específicos. “Peço urgentemente à comunidade internacional que tome medidas para promover a solução de dois Estados, por uma paz justa e duradoura”, acrescentou, após as orações do meio-dia em sua residência em Castel Gandolfo, nos arredores de Roma.

O Vaticano há muito apoia a ideia de um futuro Estado palestino, reconhecido por mais de 150 dos 193 Estados-membros da ONU como abrangendo a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental.

O governo de coalizão de direita do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, supervisionou a construção massiva de assentamentos na Cisjordânia, que, segundo o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, visa enterrar a ideia de tal Estado. As Nações Unidas e a maioria dos governos consideram os assentamentos ilegais sob o direito internacional relacionado à ocupação militar. Israel ocupou a Cisjordânia na guerra de 1967, mas argumenta que o território é disputado, e não ocupado.

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