O ex-sócio Alexandre Santini afirmou que Flávio Bolsonaro mantinha uma relação com uma mulher que também agenciava outras profissionais do sexo para encontros privados frequentados pelo senador. A informação é da reportagem do PlatôBR, que diz ter tido acesso a mensagens, fotos e outros registros guardados por Santini.
Eu finalmente cheguei à fila dos Pastéis de Belém, com aquela vitrine de doces na frente, quando li “a namoradinha”. Meu amor, não era fofoca de corredor: era um ex-sócio, uma sociedade que acabou mal, mensagens sobre encontros sigilosos e um enredo que mistura vida privada, campanha eleitoral e uma crise de confiança daquelas que nem café com canela resolve.

Santini foi sócio de Flávio na Bolsotini Chocolates e Café, franquia da Kopenhagen na Barra da Tijuca. Segundo a publicação, a relação entre os dois desandou após uma disputa financeira, e o empresário passou a cobrar do antigo amigo um “acerto de contas”.
De acordo com o PlatôBR, Santini teria organizado parte dos encontros e usado “meu filho” para se referir a Flávio nas conversas. Em uma das mensagens reproduzidas pela reportagem, ele fala sobre marcar outra “festinha” e pede que a mulher leve outras participantes, ressaltando que tudo deveria ser mantido em sigilo em período eleitoral.
Alguns encontros teriam ocorrido no Grand Hyatt, na Barra da Tijuca, e que Santini mostrou a Fernanda Bolsonaro, mulher do senador, fotos e registros que alegadamente envolviam Flávio. Segundo o texto, a iniciativa provocou uma crise no casamento e mobilizou pessoas próximas da campanha de Jair Bolsonaro em 2022.
O ponto mais delicado está em uma mensagem atribuída a Flávio, enviada ao ex-sócio depois da crise. Nela, o senador diz ter se arrependido de “muitas escolhas erradas” e afirma que não voltaria a errar com a família. A mensagem, porém, não especifica quais fatos motivaram o desabafo e, sozinha, não confirma as alegações relatadas por Santini.

Eu peguei meu pastel e fiquei pensando no tamanho do abismo entre uma frase genérica de arrependimento e uma história que envolve registros íntimos, acusação de traição e um aliado ressentido. Quando a fonte é um ex-sócio em conflito financeiro, a cautela precisa ser do tamanho do barulho: relato não é sentença, mas também não deixa de ser uma bomba política.