O papa Bento XVI voltou a dizer hoje que a Igreja Católica não pode aceitar leis que prevejam novas formas de casal ou família, referindo-se criticamente aos relacionamentos homossexuais.
A declaração foi feita durante seu discurso ao novo embaixador alemão junto à Santa Sé, Walter Jürgen Schmid.
“A Igreja vê com preocupação a crescente tentativa de eliminar o conceito cristão de casamento e família da consciência da sociedade”, explicou o papa, que reiterou que “o casamento se manifesta como união duradoura de amor entre um homem e uma mulher, com o objetivo de continuidade da vida humana”.
Neste sentido, Bento XVI insistiu que “a Igreja não pode aprovar as iniciativas legislativas que impliquem o reconhecimento de modelos alternativos de vida de casal e de família”.
Para o papa, as novas concepções de família “contribuem para enfraquecer os princípios das leis naturais (…) e a confundir os valores na sociedade”.
O papa aproveitou o discurso concedido durante o ato de credenciais do novo embaixador alemão para reiterar as preocupações da Igreja Católica com os avanços da biotecnologia.
Embora tenha dito que “não se pode rejeitar” o desenvolvimento científico, pediu que se tenha máxima atenção com ele.
“Temos o dever de estudar diligentemente até onde estes métodos podem ser de ajuda ao homem ou são somente de manipulação do homem”, acrescentou Bento XVI.
Por isso, ele advertiu que, para a Igreja, “não existe vida digna ou indigna” e que não se pode desprezar nenhuma fase dela, incluindo a velhice e a doença.