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Mundo

Papa Bento XVI discute escândalos de pedofilia no Vaticano

Arquivo Geral

19/11/2010 10h29

Cento e cinquenta cardeais de todo o mundo se encontram nesta sexta-feira com o papa Bento XVI no Vaticano para discutir os casos dos sacerdotes pedófilos, da situação da liberdade religiosa no mundo e da abertura da Igreja Católica aos anglicanos.

A reunião será realizada a portas fechadas e se prolongará durante o dia todo.

De acordo com fontes vaticanas, o encontro começou com algumas palavras do papa, seguidas do discurso do cardeal Secretário de Estado do Vaticano, Tarcisio Bertone, sobre a situação da liberdade religiosa no mundo e os novos desafios.

Apontada pelo Vaticano como uma “jornada de reflexão e preces”, a programação segue com as palavras do arcebispo Angelo Amato, prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, que analisará o documento “Dominus Iesus”, dez anos após sua publicação.

O prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, William Joseph Levada, encerrará a reunião e falará da resposta da Igreja sobre os casos de abusos sexuais e da decisão da Igreja Católica de abrir suas portas aos tradicionalistas anglicanos contrários às medidas da Comunhão Anglicana, como a ordenação de mulheres e de homossexuais como bispos.

A jornada aproveitou a presença dos cardeais em Roma, vindos para o consistório que será realizado no fim de semana, o terceiro do Pontificado do papa, no qual Bento XVI nomeará 24 novos purpurados, entre eles o brasileiro Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida, de 73 anos.

Esta é a primeira vez que um número representativo de cardeais analisam junto ao papa os escândalos de clérigos pedófilos desde a repercussão no ano passado dos relatórios “Ryan” e “Murphy” que registraram que centenas de crianças irlandesas sofreram abusos sexuais por parte de sacerdotes da República da Irlanda, sobretudo na arquidiocese de Dublin entre 1975 e 2004.

Nos últimos meses foram divulgados outros casos de abusos por parte da direção nos Estados Unidos, Alemanha, Áustria, Holanda, Bélgica, Reino Unido e Itália.

Bento XVI pediu perdão às vítimas em várias ocasiões e declarou que os culpados deverão responder perante Deus e as leis civis.

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