A marinha da China lançou um míssil balístico de longo alcance de um submarino nuclear no Pacífico Sul, gerando protestos de países da região. O míssil carregava uma ogiva fictícia, conforme a agência Xinhua. A China não realizava um teste assim desde 1980.
Austrália, Japão e Nova Zelândia criticaram o lançamento. A Nova Zelândia foi informada horas antes e destacou que o míssil foi disparado na Zona Livre de Armas Nucleares do Pacífico Sul, estabelecida pelo Tratado de Rarotonga de 1986, que a China ratificou em 1987. O Ministro das Relações Exteriores da Nova Zelândia, Winston Peters, expressou preocupação com o teste.
O lançamento aconteceu no mesmo dia em que Austrália e Fiji assinaram um tratado de defesa mútua para conter a influência chinesa no Pacífico. A ministra das Relações Exteriores da Austrália, Penny Wong, considerou o teste desestabilizador.
O Ministério da Defesa do Japão pediu à China que repense seus testes de mísseis, citando preocupações de segurança. “As atividades militares da China, combinadas com sua falta de transparência, tornaram-se uma grave preocupação para o Japão e a sociedade internacional”, disse o secretário-chefe de Gabinete japonês, Minoru Kihara, citando as atividades militares de Pequim ao redor do Japão e seu aumento nos gastos militares.
A China minimizou as críticas, pedindo que os países evitem “superinterpretações”. Drew Thompson, da Universidade Tecnológica de Nanyang, afirmou que a falta de transparência chinesa é o que gera preocupações. Lyle Morris, do Asia Society Policy Institute, destacou que o teste foi o primeiro reconhecido publicamente com uma ogiva fictícia de um submarino balístico nuclear chinês.
Morris observou que Japão, Nova Zelândia e Austrália foram notificados, mas não os EUA. O teste foi um sinal para os EUA, mostrando que o dissuasor nuclear da China não se limita a mísseis terrestres. A China mantém uma política de “não primeiro uso” de armas nucleares, mas busca modernizar seu exército. Segundo o Nuclear Threat Initiative, a China possui seis submarinos de mísseis balísticos e 59 submarinos de ataque nuclear. O Pentágono estimou que a China tinha cerca de 600 ogivas nucleares em 2024, com previsão de mais de 1.000 até 2030. Fonte: Associated Press.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast
Estadão Conteúdo.