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Pai de adolescente que matou quatro pessoas é condenado à prisão nos EUA

Colin Gray foi responsabilizado por fornecer arma ao filho, que já havia dado sinais de ameaça antes do ataque em uma escola da Geórgia que deixou quatro mortos e nove feridos

Redação Jornal de Brasília

30/07/2026 17h48

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Foto: Brynn Anderson/AFP

O pai de um adolescente que matou quatro pessoas a tiros em uma escola nos Estados Unidos foi condenado nesta quinta-feira (30) a 15 anos de prisão, uma decisão pouco comum.

Colin Gray, 55, presenteou seu filho Colt com um fuzil AR-15 no Natal de 2023, embora o jovem tivesse ameaçado abrir fogo em uma escola. Colt, hoje com 16 anos, declarou-se culpado do ataque ocorrido em setembro de 2024 na escola Apalachee, localizada na pequena cidade de Winder, a cerca de 70 km de Atlanta.

O menor foi condenado à prisão perpétua, sem possibilidade de liberdade condicional. Ele matou dois alunos e dois professores e feriu outras nove pessoas. Em março, um júri condenou seu pai por homicídio em segundo grau, homicídio culposo e outros crimes.

“É evidente que o senhor falhou como pai”, disse o juiz a Gray, na audiência de sentença. “Não proporcionou a ele um lar estável, mas o senhor foi condenado porque os sinais de alerta eram cada vez mais evidentes e não procurou ajuda nem impediu seu acesso a armas”, disse o juiz Nicholas Primm.

Ataques a tiros em escolas são um fenômeno alarmante e frequente nos Estados Unidos, onde o número de armas supera o de pessoas e as normas para adquiri-las são frágeis. A responsabilidade parental nesse tipo de caso é alvo de um escrutínio cada vez maior da Justiça.

As armas de fogo são há anos a principal causa de mortalidade entre menores nos Estados Unidos, segundo autoridades de saúde.

AFP

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